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The Handmaid’s Tale – 2×06 – First Blood

The Handmaid's Tale

PODE CONTER SPOILERS!

Quem assume o destaque no episódio desta semana de The Handmaid’s Tale, é Serena Waterford (Yvonne Strahovski). Se até aqui, era difícil saber quem era esta mulher, de onde ela veio e o que realmente pretendia, agora já vamos conseguir entendê-la um pouco mais. Voltando ao passado, e graças a flashbacks, temos direito ao início da possível criação de Gilead e ao fim da sociedade americana, como a conhecemos.

O seu livro, “A Woman’s Place” – que fala sobre o papel submisso da mulher na nova sociedade – ainda que um sucesso, não é bem aceite pelos alunos de uma Universidade onde pretende falar, sendo alvo de ataques verbais de todo o tipo, sendo posteriormente obrigada por Fred (Joseph Fiennes) a discursar mesmo assim.

O seu discurso sobre a natalidade é de assustar qualquer um e, acredito, que foi assim que a Mrs. Waterford conseguiu implantar o medo e, por conseguinte, o regime que queria, de onde acabou por ser afastada para se dedicar apenas ao papel de esposa. Esta forma de conseguir atingir o objetivo através do horror da realidade, não é nada de novo e acontece a toda a hora pelo mundo fora.

No tempo presente, confesso que adorei toda a envolvência que se começava a sentir entre Serena e June (Elisabeth Moss). Depois de recuperar do susto e o bebé se encontrar bem, a serva tem de ter repouso absoluto e manter-se “feliz”. A patroa desde logo lhe tenta proporcionar tudo que de melhor pode, até ao pedido de Offred que muda tudo: esta pede para ver Hannah, a sua filha e Serena não o permite, voltando à relação fria e dura que tinham antes.

É complicado arranjar mais adjetivos para falar acerca da realização e da fotografia da série. Todos os envolvidos usam a câmara de uma maneira tão brilhante e segura, que é impossível não sermos transportados para aquela realidade. Também um forte aplauso para as interpretações de Moss e Strahovski – ainda que o seu talento não seja novidade para ninguém – que se superam na brilhante cena que partilham juntas, onde ambas acabam em lágrimas.

Contudo, é nos minutos finais, que a maior surpresa acontece. O Comandante Waterford está no novo centro de treino de servas, a apresentar o edifício para os outros grandes “senhores”, quando Ofglen, sem que nada o fizesse prever, explode uma bomba. Tudo isto tem um valor realmente simbólico e importante, visto ser a única forma que a rapariga tem para se expressar, depois de lhe terem cortado a língua.

É arrepiante e fiquei boquiaberto durante alguns momentos após o fim. Isto pode significar a grande revolução que esperávamos acontecer há tanto tempo em The Handmaid’s Tale e a morte de Fred pode alterar muita coisa no enredo. Será que vai acontecer? Ou safou-se?

Leiam o Frame by Frame anterior, aqui.

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É arrepiante e fiquei boquiaberto durante alguns momentos após o fim. Isto pode significar a grande revolução que esperávamos acontecer há tanto tempo em The Handmaids Tale.

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