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Krypton – 1×10 – The Phantom Zone

Krypton

CONTÉM SPOILERS!!!

Os fãs de Krypton regozijaram quando caiu a notícia de que a série, que serve de prequela de Superman, tinha sido renovada para uma segunda temporada. Os fãs podem ter ficado bem agradados por essa boa notícia, mas parece que os produtores já estavam a contar com essa renovação. Prova disso é este season finale, que serve de prova definitiva que a série está pronta para tomar novos riscos, o que lhe concede a sua própria identidade, fora de quaisquer laços com o material em que se baseia!

Brainiac (Blake Ritson) chegou a Krypton, e começou a sua missão de colecionar a cidade de Kandor, iniciando, assim, a reação em cadeia que leva à destruição do planeta em 200 anos. Com esta ameaça, Seg (Cameron Cuffe) vê-se numa corrida desenfreada contra o tempo, não só para tentar salvar o maior número de Kandorianos possível, mas também de impedir Brainiac de ser bem-sucedido na sua missão.

Krypton tem revelado alguns altos e baixos durante esta temporada inaugural, mas nota-se que guardou o melhor para o fim. Existe um maior risco patente na série, já para não falar do boost de ritmo que bem estava a precisar após alguns episódios com um ritmo mais calmo que o normal. E vimos isso mesmo em termos da escala da ação; The Phantom Zone já não se remonta apenas a uma zona em particular, mas sim numa cidade inteira. A série também teve a vantagem de contar com efeitos visuais dignos de um filme de série B (considerando o panorama geral da Peak TV, é um elogio).

O episódio também trouxe outro elemento bem conhecido de Superman: a Phantom Zone. Conhecida também como a prisão interdimensional, fora das leis do espaço-tempo, para onde Kal-El envia as ameaças mais perigosas que uma prisão humana conseguiria aguentar. A Phantom Zone é mais uma nod a este universo alienígena, abrindo também a porta para novas possibilidades.

Falando em possibilidades, os momentos finais do episódio mostram que Krypton está mais que pronta para se desprender dos laços cinematográficos de Superman. Por uma vez, estamos perante uma série prequela que está a postos para se aventurar por território inexplorado. Uma ideia que Gotham já havia “namorado” com grande insucesso, mas que esta série da Syfy consegue trazer com melhores resultados.

Apesar de alguns twists interessantes, houve alguns elementos que podiam ter sido melhorados; um deles é o quarteto amoroso estabelecido por Seg, Lyta (Georgina Campbell), Dev (Aaron Pierre) e Nyssa (Wallis Day). Apesar de as personagens terem ganho o seu próprio mérito de forma isolada, termos direito a romances fraquíssimos assume-se como um passo gigantesco na direção errada. 

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O season finale de Krypton abre umas portas interessantes para uma segunda temporada que se revela, no mínimo, intrigante.

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