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Supergirl – 3×19 – The Fanatical

supergirl 3x19

CONTÉM SPOILERS!

O episódio desta semana de Supergirl desdobra-se em vários enredos, todos eles bastante agradáveis, mas um pouco aquém da qualidade que poderiam ter.

O culto de Reign que nos foi apresentado em The Faithful continua a crescer, agora com uma tentativa de criar uma nova Worldkiller. Revisitamos a personagem de Olivia (Sofia Vassilieva) que está agora a liderar o grupo. A nova personagem que os heróis tentam ajudar, Tanya (Nesta Cooper), acaba por ser agradável no pouco tempo que passamos com ela, mas serve de pouco mais do que uma forma de explorar Guardian (Mehcad Brooks). O episódio apresenta uma abordagem importante ao racismo que por si só funciona muito bem. Infelizmente, depois da falta de atenção que James enquanto personagem tem recebido, parece uma última tentativa esforçada de lhe dar alguma complexidade. De qualquer forma, Brooks tem conseguido trazer de volta algum carisma a James, acabando por começar a reconquistar a atenção do público.

O conflito entre Lena (Katie McGrath) e Supergirl (Melissa Benoist) persiste neste episódio, com ambas as personagens com alguma dificuldade em perceber a perspetiva oposta. Por muito que Kara insista na necessidade de proteger Lena e não revelar a sua identidade, cada vez é uma justificação mais ridícula. Que Lena não a reconheça, nunca fez sentido. Que Kara não lhe conte quando todas as outras pessoas que lhe são próximas já o sabem, muito menos. Obrigar-nos a ignorar isto e ainda fazer deste mistério um enredo relevante na temporada começa a ser um insulto à nossa inteligência.

Grande parte do episódio deu atenção à dinâmica entre Alex (Chyler Leigh) e Ruby (Emma Tremblay), com as personagens cada vez mais próximas. É bem provável que Ruby esteja cá para ficar, talvez até sem a sua mãe. Construir esta relação desde cedo será uma mais valia para as próximas temporadas e ver este lado de Alex é sempre muito interessante.

O enredo principal do episódio, com a criação de uma nova Worldkiller não foi propriamente cativante. Serviu para continuar a mostrar os truques de Mon-El (Chris Wood) e algum do humor que trouxe na segunda temporada, mas infelizmente a execução nos últimos momentos falhou. No episódio anterior, mencionei o quão bom era ver Supergirl vencer pela sua capacidade de sensibilizar o seu oponente. Mas como já disse dessa vez, quando isto se torna num exagero e funciona constantemente, começa a ser demasiado previsível.

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  • O episódio vai equilibrando momentos bons e a repetição de escolhas que já começaram a falhar no passado.
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