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Mary and the Witch’s Flower, uma reminiscência do Studio Ghibli

Mary and the Witch’s Flower

O Open Sesame desta semana é sobre um filme que o próprio Hayao Miyazaki aprovou dada a confiança depositada no seu protegido e ex-colaborador do Studio Ghibli, Hiromasa Yonebayashi.

Mary and the Witch’s Flower (Mary to Majo Hana) surge, assim, como o primeiro filme do Studio Ponoc, fundado em 2015 por Yoshiaki Nishimura, produtor do filme The Tale Of Princess Kaguya (2013).
Depois da sua estreia em The Secret World of Arriety (2010) e, posteriormente, When Marnie Was There (2014), Yonebayashi consegue-nos, mais uma vez, transportar para um mundo mágico que fica a par de muitos dos clássicos de animação Ghibli que ajudou a dar vida.

Baseado no livro The Little Broomstick de Mary Stewart, Mary and the Witch’s Flower, centra-se em Mary, dotada de grande irreverência, determinação e, como qualquer menina vinculada no universo Ghibli, destemida. E é isso que torna sempre estes filmes tão encantadores: o retrato da pureza inerente às crianças e de heroínas que desafiam o convencional. Essa essência e influência é facilmente visível nos filmes de Yonebayashi.

A própria caracterização das personagens reflete-se nas suas personalidades, onde todo o detalhe constrói e acrescenta algo ao desenvolvimento da personagem. Tome-se como exemplo o cabelo ruivo e indomável de Mary, que ela tanto odeia ao início.

Mas fazendo um breve apanhado da história: Após seguir os gatos Tib e Gib para o coração da floresta, Mary encontra uma misteriosa flor azul e uma vassoura que, para seu grande agrado, era ideal para a sua estatura. No entanto, rapidamente vê além da singularidade desta flor, cujo poder, segundo a lenda, as bruxas tanto cobiçavam. Com Tib e uma vassoura algo peculiar, Mary vê-se envolvida num mundo de magia em Endor College, uma faculdade para mestres a feiticeiros. Apesar do entusiasmo inicial, devido aos seus poderes recentemente adquiridos, Mary acaba por pôr os seus amigos em perigo, Peter e Gib. Na tentativa de remediar um erro do passado e, simultaneamente, salvar quem lhe é querido, inicia-se uma aventura que passa uma mensagem muito importante.

Mary and the Witch’s Flower é um filme com uma arte excepcional e, fundamentalmente, um filme para toda a família, apelando a qualquer idade, conseguindo-nos mostrar que todo o poder acarreta responsabilidade e que qualquer mudança não nos deve fazer custar os nossos princípios. Ao focar-se num mundo onde muitos estão cegos com ganância, transmite-nos que devemos ser fiéis a nós próprios, incorporando, neste processo de crescimento, a importância da aceitação pessoal. Com OST de Takatsugu Muramatsu, que harmoniza toda esta história, Mary and the Witch’s Flower, é definitivamente um anime a ver.

Leiam o Open Sesame da semana anterior aqui.

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