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Gotham – 4×22 – A Dark Knight: No Man’s Land

Gotham

CONTÉM SPOILERS!!!

Escrever sobre um season finale pode ser um verdadeiro desafio para muitas séries. Por um lado, esse episódio tem de atar as várias pontas soltas abertas durante uma temporada inteira de forma satisfatória; ao mesmo tempo que tem de “arrombar” as portas para a temporada seguinte. No Man’s Land é o quarto season finale de Gotham, um episódio que triunfa em alguns aspetos típicos de um final de temporada, mas ao mesmo tempo oferece os mesmos defeitos do costume.

Após o cliffhanger do episódio anterior, Jeremiah (Cameron Monaghan) foi apreendido pelas autoridades, e todas as bombas foram neutralizadas. No entanto, existem forças que procuram perturbar a réstia de ordem na cidade. Tal é o caso de Ra’s al Ghul (Alexander Siddig), que procura concretizar a sua visão apocalíptica para a cidade que dará origem ao nascimento de Batman.

Tal como o nome do episódio indica, No Man’s Land procura iniciar o fim da série (uma vez que foi renovada para uma quinta temporada mais curta – que também será a sua última) de forma caótica. Aparentemente, os guionistas consideraram que seria uma oportunidade de ouro adaptar este evento anual das bandas desenhadas (podem consultar a nossa crónica Dos Quadradinhos à Grande Tela aqui). E de certa forma, o episódio cumpriu com essa promessa, não com um cliffhanger chocante, mas com uma linha de cenas que ilustra o que poderemos esperar para a temporada final, que promete caos e desordem como refeição semanal.

É uma pena que, para lá chegar, o episódio tenha passado por mais do mesmo a que nos habituámos em Gotham. Outro assalto na GCPD, um par de raptos, introdução de personagens verdadeiramente irritantes (é esse o caso do Major Rodney Harlan, interpretado por Malik Yoba), alianças improváveis que acabam mal, cenas emocionais que não possuem aquela chama particular, mortes “chocantes”, regressos que não têm direito a ter destaque, por aí fora…

O episódio sai-se bem a encerrar as portas em algumas linhas narrativas, ao mesmo tempo que abre outras para o que promete ser uma temporada final interessante, que poderá eventualmente redimir Gotham dos erros do passado. Se o resto do episódio contasse com esse hype no seu todo, este episódio poderia redimir toda uma temporada que, apesar de ligeiramente melhor que as antecessoras, não deixa de ser um verdadeiro exercício à nossa paciência coletiva.

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Este final de temporada de Gotham abre as portas para uma temporada final interessante, no mínimo, ainda que, para tal, tenha de recorrer aos mesmos defeitos do costume.

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