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Agents of S.H.I.E.L.D. – 5×22 – The End

Agents of S.H.I.E.L.D.

CONTÉM SPOILERS!!!

Agents of S.H.I.E.L.D., até há umas semanas atrás, era uma de muitas séries que se encontravam on the bubble. Ou seja, ainda não se sabia se a série teria direito a uma renovação, ou seria alvo de um cancelamento. Embora tenha sido renovada para uma sexta temporada – além de ter sido confirmado pelos produtores que o número de episódios vai sofrer um corte significativo – este episódio tem várias características de um final de série do que propriamente com um final de temporada.

No cliffhanger do episódio anterior, os membros da equipa encontravam-se com um forte dilema: ou usavam o soro Centipede como cura para Coulson (Clark Gregg) ou como arma contra Talbot (Adrian Pasdar). Mas a decisão tinha de ser rápida, uma vez que Talbot, em posse de Robin (Lexy Kolker), procurava uma nova reserva de Gravitonium para aumentar os seus poderes, ao mesmo tempo que arriscava destruir o planeta Terra.

cold open do episódio serviu o seu propósito de tentar resolver este dilema. Apesar da sua resolução (que se revelou, no mínimo, previsível), é sempre bom vermos a química dentro da equipa no limite do necessário. A temporada anterior pode ter sido, momentaneamente, influenciada pelos Acordos de Sokovia de Captain America: Civil War; felizmente, vermos a equipa dividida entre o moralmente correto e o absolutamente necessário foi um melhor exemplo de uma Guerra Civil dentro da S.H.I.E.L.D.. Cada um dos membros da equipa tinha alguma coisa para dizer, e foram desenvolvidos alguns pontos favoráveis sobre cada uma das possibilidades que são, pelo menos, convincentes.

Com o dilema resolvido, os olhos viram-se todos na direção de Talbot, que agora invade a cidade de Chicago (para variar) para continuar o seu plano. E é aqui que entra a vertente de Avengers no episódio. Além de terem um vilão (sim, vilão; Talbot, neste momento, encontrava-se no “ponto sem retorno”) poderoso com que lidar, a equipa também teve de deixar as suas diferenças de lado para poderem salvar os cidadãos de Chicago. Torna-se claramente óbvio que este The End “não olhou a despesas” para o confronto final da equipa contra Talbot, revelando os melhores efeitos especiais que a série exibiu nesta temporada. Por momentos, estivemos perante um verdadeiro filme de Agents of S.H.I.E.L.D. que respeita as normas já testemunhadas nos filmes da Marvel, escala incluída.

Mas o grande defeito deste episódio não está visível no ecrã, mas sim nos bastidores. The End pode-se ver e criticar como um verdadeiro series finale, pautado por despedidas emocionais e uma cena final de deixar cair uma lágrima no canto do olho, com um desfecho positivo para os nossos amigos. Se este episódio fosse o series finale, não teríamos nenhuma razão de queixa. No entanto, este é um season finale, para todos os efeitos e circunstâncias. Regra geral, um season finale deixa algumas portas abertas para o que virá a seguir. No passado, Agents of S.H.I.E.L.D. conseguiu dar finais “definitivos”, ao mesmo tempo que deixava pequenas dicas sobre o que o futuro lhe reservava. Posto isto, este final de temporada ficou a desejar, uma vez que iremos de encontro para uma sexta temporada mais curta, sem quaisquer indicações para o que virá a seguir. E, considerando o que a série já enfrentou até agora – HYDRA, Inhumans, Ghost Rider, LMD’s, Framework, espaço e futuro, fica a boa questão: o que virá a seguir?

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The End poderia ser considerado como um series finale apto para Agents of S.H.I.E.L.D.; no entanto, a sua renovação acaba por prejudicar este episódio.

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