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Rise – Series Finale – 1ª Temporada

Rise

PODE CONTER SPOILERS! 

Baseada no livre Drama High de Michael Sokolove, Rise chega-nos através do canal NBC com um protagonista bem conhecido de quase todos nós: Josh Radnor, o famoso Ted Mosby de How I Met Your Mother. Aqui, interpreta Lou Mazzuchelli, um professor de uma escola secundária, que precisa de algo de novo na sua vida, algo que realmente valesse a pena e, então, decide assumir o clube de teatro da escola.

Reunindo um grupo interessante de jovens cheios de capacidades para representar, dançar e cantar, sendo que alguns já fazem parte do clube há uns anos, outros que acabam por entrar depois de Lou decidir arriscar e fazer a encenação do musical Spring Awakening.

O MELHOR

A maioria dos jovens tem uma história de vida cheia de nuances, mostrando que muitas vezes a maneira como nos expressamos não é aquela como nos sentimos. 

Amor, amizade, preconceito, problemas familiares, homossexualidade… todos estes temas já foram abordados em inúmeras séries até hoje, mas Rise trá-los de uma maneira diferente. O enredo é muitas vezes duro, ainda que se trate de adolescentes no centro de tudo. Lilette (Auli’i Cravalho) vive com a mãe em condições difíceis, lidando com o facto de andar com um homem casado; Robbie (Damon J. Gillespie) é a peça principal da equipa de futebol americano da escola, que parece à partida transparece ser convencido e maniento, mas que lida de uma maneira madura com a mãe em risco iminente de morrer com ELA; Simon (Ted Sutherland) pertence a uma família extremamente católica e com ideais retrógrados, descobre que é gay durante os ensaios da peça.

Estas e outras temáticas como a gravidez na adolescência, mudança de sexo, alcoolismo e a falta de estabilidade familiar, estão presentes ao longo de todos os episódios, trazendo cenas que são quase impossíveis de segurar a lágrima. Os atores jovens são extremamente competentes, sendo suportados por um elenco adulto, como Rosie Perez, Joe Tippett e Marley Shelton, que também cumprem na perfeição os seus papéis de “pais que só querem o melhor para os filhos”, fazendo muitas das vezes o contrário.

Josh Radnor é sem dúvida o maior “bombom” que temos na série. A maneira sensível e humana como lida com todos os problemas destes miúdos e a forma como interpreta este homem, entregando-se ao papel sem medos, é um dos pontos mais positivos que nos traz.

Ainda que seja uma série com uma componente musical forte, nada é exagerado. Todas as cenas musicais são adequadas e encaixam na perfeição, pois são feitas exclusivamente nos ensaios da peça. O episódio final é quase perfeito, ficando na dúvida se, quando o fizeram, saberiam que ia ter um fim tão precoce.

O PIOR

Rise tem muitas personagens e todas elas possuem uma história extremamente forte, algo demasiado ambicioso e que acaba por não resultar, pois muitas delas não têm a profundidade que é necessária, acabando por não acrescentar nada ao enredo.

Ainda assim, muitos episódios acabam por ser um pouco aborrecidos, talvez pela linha narrativa principal da peça, ter pouco a dizer. Começa a melhorar no fim, mas a probabilidade dos espetadores que procuram algo mais ritmado se cansarem a meio, é bem provável.

Ainda assim, Rise merece ser vista. Muitos comparam-na com Glee ou High School Musical, mas só mesmo com a parte musical e da juventude como pano de fundo. Aqui, não há medo de tocar nas feridas, não há medo de tocar em assuntos que muitos não querem tocar. Há maturidade e mais drama. Não merecia um final tão prematuro, mas já valeu a pena pelo que vimos até aqui. Se querem acabar com um sorriso nos lábios ou uma lágrima no canto do olho, dêem uma hipótese a esta série.

ESTADO DA SÉRIE: CANCELADA 

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Muitos a comparam com Glee ou High School Musical, mas com só mesmo a parte musical e da juventude como pano de fundo. Aqui, não há medo de tocar nas feridas, não há medo de ir tocar a assuntos que muitos não querem tocar. Há maturidade e mais drama.

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