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Designated Survivor – Series Finale – 2ª Temporada

Designated Survivor

Designated Survivor, a série de drama político da ABC, e que conta com Kiefer Sutherland à frente de um elenco de peso, foi uma das “vítimas” da série de cancelamentos que marcou o panorama televisivo na semana passada. E esta semana, a série chegou oficialmente ao fim do seu mandato (pelo menos até se saber se haverá uma nova “casa” para habitar). Como será que correu esta segunda metade da segunda temporada?

O MELHOR:

No fim ao cabo, Kiefer Sutherland é a verdadeira alma da série de David Guggenheim. Temos no seu Presidente Tom Kirkman, uma versão idealizada de como um Presidente dos Estados Unidos devia ser (ao contrário do Presidente atual, que continua a amealhar controvérsias numa base diária). É muito raro vermos Sutherland fora de um filme ou série de ação (afinal, a sua carreira foi marcada pelo seu protagonismo na série 24), daí ser uma lufada de ar fresco vermos o ator a enveredar por uma área mais dramática que o normal. E esta segunda metade da temporada deu uma nova oportunidade.

A saída de Natascha McElhone da série foi justificada no midseason finale mais recente. A série depressa aproveitou a deixa para explorar um lado ainda mais emocional das restantes personagens. E Sutherland esteve irrepreensível como um Tom Kirkman que, além de Presidente e pai de dois filhos, é também um marido enviuvado que tenta lidar com a recente perda.

O PIOR:

Designated Survivor não foi uma série fácil de trazer do papel para o ecrã. Em duas temporadas ao todo, mudou de showrunners quatro vezes, mudando os tons da série com frequência. Esta segunda metade foi também vítima dessas mudanças do outro lado do ecrã. Designated Survivor, anteriormente descrito como um thriller político, foi substituído por um mero drama político que se ficou numa fórmula já bastante gasta no panorama televisivo.

E nem mesmo o elenco secundário foi capaz de acompanhar as mudanças. Dentro do staff do Presidente, o que poderiam ter sido os verdadeiros jogos políticos foram trocados pelo melodrama exagerado e completamente desprovido de emoção ou de sentido. Isso nota-se quando vemos as mesmas a tomarem ações que fogem por completo da sua essência.

Mesmo o subplot que seguiu a agente Hannah Wells (Maggie Q) não teve o mesmo impacto quando comparado com o que foi testemunhado na temporada anterior. Com o mistério resolvido, os guionistas tentaram encontrar uma maneira de integrar a personagem dentro da série. É caso para dizer que os seus esforços falharam o seu alvo.

Dado o caos em que Designated Survivor se encontrou, tornou-se surpreendente como é que foi capaz de encontrar atores convidados para papéis de pouco relevo. O hype em redor da presença de Kim Raver – os fãs de 24 perceberão esse hype – foi destronado quando a empreendedora Andrea Frost foi revelada como um novo interesse romântico sem qualquer futuro. Também trouxeram Michael J. Fox como Ethan Fox (leia-se, uma versão parecida com a personagem que o ator interpretou na série The Good Wife). Trouxeram até Breckin Meyer num papel tão secundário que mal demos pelos seus aparecimentos ocasionais.

Designated Survivor pode ter começado o seu mandato com uma premissa intrigante, mas não soube acompanhar o desenvolvimento natural da sua narrativa, transformando-se num produto genérico e familiar, perdendo, desta forma, aquele charme inicial característico.

A série foi cancelada, uma das vítimas do agora afamado Black Friday. Apesar de já estarem a ocorrer negociações para salvar a série – a Netflix é uma das concorrentes -, não esperem boas notícias nesta frente.

Podem consultar a nossa última Mini-Review de Designated Survivor aqui.

Estado da série: CANCELADA

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Average Rating

Designated Survivor despede-se dos fãs com uma segunda temporada que pecou imenso por perder a sua identidade inicial e tornando-se num produto genérico.

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