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Michael Imperioli é o protagonista do mais recente filme de Bruno de Almeida

O realizador Bruno de Almeida regressa ao grande ecrã numa coprodução entre Portugal e os Estados Unidos que reúne atores dos dois países, com Cabaret Maxime, um filme inteiramente rodado em Lisboa que estreia nos cinemas nacionais a 31 de maio e que conta com Michael Imperioli (Os Sopranos) no principal papel.

Bruno de Almeida regressa com o seu grupo de atores nova-iorquinos, muitos dos quais de Os Sopranos, com os quais trabalha há mais de vinte anos: Michael Imperioli, John Ventimiglia, Nick Sandow, Drena De Niro, Sharon Angela, John Frey, Arthur Nascarella, fizeram vários filmes com o realizador, a quem se juntam em Cabaret Maxime David Proval (Means Streets de Martin Scorsese e Os Sopranos) e Mike Starr. O grupo estende-se a Lisboa, onde se destacam Ana Padrão, com quem Bruno de Almeida já fez quatro filmes, Manuel João Vieira, Miss Suzie e convidados especiais como a cantora Selma Uamusse, Celeste Rodrigues e Phil Mendrix.

Cabaret Maxime retrata a história de Bennie Gaza (Michael Imperioli), o dono de um cabaret num velho bairro de má fama, onde um grupo de artistas apresenta números musicais, de burlesco, comédia e strip-tease. Bennie dirige o cabaret como uma família unida, lidando com as personalidades peculiares de cada artista ao mesmo tempo que toma conta de Stella (Ana Padrão), a sua mulher bipolar. Quando o velho bairro, há muito decadente, começa a sofrer um processo de gentrificação, Bennie tem que lutar para manter o seu clube à tona. A pressão vai subindo até culminar num desfecho dramático, quando Bennie se vê obrigado a enfrentar os poderes instalados.

O filme é inspirado em histórias do antigo Maxime, na Praça do Alegria, em Lisboa, no período em que teve a direção artística de Manuel João Vieira, e do qual Bruno de Almeida foi sócio. O filme, que se passa numa cidade metafórica, e num tempo indefinido, vai buscar o universo colorido de Manuel João Vieira, Ena Pá 2000 e Irmãos Catita, misturando Rock ’n Roll, boleros, música italiana, e um forte imaginário burlesco de surrealismo subversivo.

Cabaret Maxime é a décima longa-metragem de Bruno de Almeida, que realizou, entre outros, The Lovebirds, A Arte de Amália e Operação Outono. Bruno de Almeida começou a filmar em 1990, em Nova Iorque, onde viveu durante 25 anos, e tem alternado entre projetos em português e inglês. Os seus filmes de ficção passam-se quase sempre à noite, num horário de escape, fantasia ou libertação com personagens à margem, perdidos entre a poética existência e o realismo urbano. Num registo entre o drama e a comédia, os seus filmes têm uma forte componente de cinema independente. Nos seus filmes documentais explora pessoas e universos próprios, como o fado (Amália Rodrigues em A Arte de Amália e Camané em Fado Camané), o boxe (Bobby Cassidy), a arte contemporânea (6=0 Homeostética) e a performance satírica (Candidato Vieira). Em 1993, ganhou o prémio de melhor curta-metragem na Semana da Critica do Festival de Cannes com o filme A Dívida.

Cabaret Maxime é uma coprodução entre Portugal e os Estados Unidos, produzido por Bruno de Almeida, Michael Imperioli e Jason Kliot. A produção é da BA Filmes (PT), Archangela Production (US) e Open City Films (US) em coprodução com a Blackmaria (PT). O filme teve a participação financeira do ICA, Rádio Televisão Portuguesa e da Câmara Municipal de Lisboa. A distribuição portuguesa está a cargo da NOS Audiovisuais.

Trailer | Cabaret Maxime

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