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Lucifer – 3×23 – Quintessential Deckerstar

Lucifer

CONTÉM SPOILERS!!!

Bem, que haja uma certa lição que possamos retirar do mais recente episódio de Lucifer: nunca, mas NUNCA! subestimar o poder de um penúltimo episódio de uma temporada!

No caso desta semana, uma mulher é encontrada morta na sua própria casa. Não existem suspeitos imediatos, tirando Charlotte (Tricia Helfer), que acredita que o culpado é o marido da vítima, o ex-jogador de basebol Forest Clay (Doug Savant).

Nunca foi escondido nas críticas anteriores de que os “casos da semana” eram os pontos mais fracos, ora por falta de originalidade, ora porque consistiam em mais uma lição para Lucifer (Tom Ellis) absorver na hora e descartar na semana seguinte. O mesmo não se pode aplicar no caso desta semana. Sim, de certa forma, é um simples homicídio da mulher de um ex-praticante de desporto. No entanto, o que parecia ser um caso simples escondeu um caso bem pior que consegue ilustrar o clima tenso atual sobre o abuso de poder por parte dos homens face às mulheres.

Falando em mulheres, estas estiveram em destaque no episódio desta semana. E o melhor exemplo disso reside em Charlotte. Nunca escondi o facto de a sua inclusão nesta temporada após uma forte presença na temporada anterior parecia ser desnecessária. E a personagem começou a cair em desgraça quando entra na jornada sem fim para se redimir do seu passado. Apesar disso tudo, esta semana permitiu-nos observar o payoff da mesma jornada, o que lhe conferiu as oportunidades para a personagem brilhar. E Helfer aproveitou a deixa para o seu melhor na temporada até agora.

A “velha” relação entre Lucifer e Chloe (Lauren German) também teve direito ao seu destaque. Neste episódio, Lucifer fez tudo por tudo para tentar fazer com que as coisas regressem ao normal, fazendo uma espécie de Greatest Hits desta relação. Claro que vermos Lucifer a agir como uma criança consegue ser irritante, mas pelo menos deixou-nos uma dica da existência de uma possibilidade da relação entre o Diabo e a detetive. Apesar deste avanço positivo, a série tem um péssimo hábito de separar os dois destinados, portanto, tomem estes avanços com cautela.

Outra estrela, desta vez subvalorizada, do episódio foi Maze (Lesley-Ann Brandt). Os episódios mais recentes podem ter dado a ideia de que esta personagem possa ter testemunhado uma espécie de regressão na sua personalidade que tem sido construída até agora. No entanto, este penúltimo episódio da temporada serviu de “prova dos nove” para as verdadeiras intenções da personagem. E a conclusão é que Maze continua a ser a badass subvalorizada da série, mas que ainda mantém o conhecimento obtido ao longo de três temporadas.

Podem ler o que achámos do episódio anterior aqui.

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Após uma série de episódios que se revelaram fraquinhos, eis que Lucifer se torna a redimir e apresentar um episódio mais forte que o habitual.

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