Cinema Críticas

Crítica: Genesis (2018)

Genesis Critica de Cinema

Quando pensamos em sci-fi, o que nos vem à mente são clássicos como 2001: A Space Odyssey, Blade Runner, Alien, ou então obras mais recentes mas igualmente fantásticas como Interstellar ou District 9 . Existem inúmeros bons filmes dentro deste género, mas infelizmente Genesis não é um deles.

Crítica de Genesis

Genesis começou com uma história promissora; num cenário pós-apocalíptico, uma sociedade de sobreviventes, liderado pelo presidente Pope (Ed Stoppard), enfrenta dificuldades quando a água e a comida começam a faltar e têm poucas hipóteses de arranjar mais, pois vivem num abrigo subterrâneo e a atmosfera é corrosiva. À medida que Paul Brooks (John Hannah) se esforça para acalmar um conjunto de pessoas cada vez mais famintas e frustradas, a cientista Eve Gabriel (Olivia Grant) trabalha num android com inteligência artificial, resistente à corrosão da atmosfera.

Genesis Critica de Cinema

Prometia ser um filme entusiasmante. No entanto, tornou-se cada vez mais aborrecido e confuso, há demasiadas coisas a acontecer. Há o grupo de pessoas prestes a começar um riot, há a cientista e o seu android que, surpresa surpresa, é idêntico ao seu marido morto; há uma conspiração contra o presidente e traições que eu nem percebi bem, tal é o tumulto entre personagens. O diálogo chega a ser ridiculamente dramático e apenas John Hannah (o hilariante Jonathan Carnahan de The Mummy) e Chiké Okonkwo tiveram boas performances, na minha opinião; a banda sonora é também um ponto positivo e admito que houve (escassos) muito bons momentos que nos relembram que estamos a ver um filme sci-fi e não uma soap opera, o que me deixa desapontada pois havia hipótese de ser um filme fantástico. Apesar disto, as personagens não são suficientemente cativantes e há IMENSAS pontas soltas.

O filme é o primeiro de uma futura trilogia e nota-se que é low budget, se bem que a nível técnico e estético fizeram o melhor com o que tinham, o que é outro ponto positivo. É uma observação da condição humana e da resposta a situações adversas, a par da reacção que o android tem para com os humanos. Volto a sublinhar que tinha tudo para ser interessantíssimo em vez de “meh, até foi bom”.

Conclusão

Genesis é aceitável para quem gosta do género e espero sinceramente que subam de nível caso o resto da trilogia se concretize, debaixo da palhaçada mal escrita há uma ideia muito boa.

Título: Genesis
Título Original: Genesis
Realizado por: Freddie Hutton-Mills, Bart Ruspoli
Elenco:  Olivia Grant,  Chiké Okonkwo, John Hannah
Duração: 114 minutos

Trailer – Genesis

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