Cinema Críticas

Crítica: Kodachrome

kodachrome

Título: Kodachrome

Realizado por: Mark Raso

Elenco: Ed Harris, Jason Sudeikis, Elizabeth Olsen

Duração: 1h40

Kodachrome conta-nos a história de Matt Ryder (Jason Sudeikis) que trabalha numa editora de música numa altura em que a música se começa a tornar demasiado comercial e para as massas. Aliado a esta “superficialidade” da música, a era digital começa a tomar conta das nossas vidas, algo que indigna o pai de Matt, Ben (Ed Harris). Ben foi durante toda a sua vida um fotógrafo conhecido e um dos mais conceituados a nível mundial.

Um dia, Matt recebe a visita de Zooey (Elizabeth Olsen) e a notícia de que o pai está a enfrentar um cancro em fase terminal. Apesar de não se falarem há anos, Ben pede a Matt que o acompanhe numa visita ao Kansas para que possa revelar as suas fotografias, antes que o último laboratório de Kodachrome feche as suas portas.

Apesar de terem tido sempre uma relação bastante conflituosa, Matt decide dar uma última oportunidade a Ben e, juntamente com Zooey, metem pés à estrada e dirigem-se ao Kansas. É durante esta viagem que o filme se desenrola.

O que Kodachrome nos mostra não é um drama, mas mais que isso. É a história de três pessoas distintas mas igualmente desmotivadas e aparentemente sem rumo. O mais interessante em relação às personagens prende-se com o fato de Ben e Matt serem pessoas totalmente diferentes, com uma relação distante e problemática mas terem algo que os une: a dificuldade em lidar com a tecnologia e evolução.

Não se pode dizer que Kodachrome é um filme fantástico porque não o é. Uma hora e quarenta minutos é demasiado tempo para uma história como esta. O filme tem alguns momentos que cativa a nossa atenção mas noutros torna-se aborrecido.

No entanto, Kodachrome é um filme interessante com uma bonita história, onde aprendemos que por mais que tudo possa parecer que não irá mudar, a vida acaba sempre por nos surpreender.

Trailer:

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