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Ash vs Evil Dead – Series Finale – 3ª Temporada

Ash vs Evil Dead

 Fãs de todo o mundo foram apanhados desprevenidos quando caiu a notícia de que Ash vs Evil Dead, a série que serve que seguimento do trio de filmes realizados por Sam Raimi e protagonizados por Bruce Campbell, tinha sido cancelada. Pois bem, esta semana saiu o episódio final desta série de comédia da Starz. Como será que esta temporada correu em comparação com as temporadas anteriores?

O MELHOR

Já dissemos o seguinte quanto às temporadas anteriores, e tornamos a repetir sobre esta temporada final: Ashley Williams – também conhecido como Ash – merece o título de King! Num panorama televisivo em que os heróis continuam em constante mudança, o que nos permite observer de perto novas facetas, Ash permanece igual a si mesmo: bebe sempre que há uma oportunidade, consome drogas quando pode, ataca sempre com uma one-liner atrás de outra… ou seja, permanece sempre na mesma, e é por causa disso mesmo que não deixamos de adorar Ash sobre o quão diferente este é de tantos arquétipos de heróis.

Mas isso não significa que Ash vs Evil Dead não apresente alguns desafios interessantes para a temporada em si. Vimos isso mesmo quando Ash regressou a Elk Grove na temporada anterior, o que nos permitiu observar como a população responde aos eventos dos filmes anteriores. Nesta temporada, Ash encontra um novo desafio: ser um pai! Nesta temporada, Ash conhece a jovem Brandy (Arielle Carver-O’Neill), uma adolescente que é, na verdade, a filha que Ash teve e nunca conheceu. Portanto, além de ter de lidar com as forças do mal, que espreitam a esquina todas as semanas e assumem as formas mais bizarras, Ash também tem de lidar com uma adolescente que não quer ter nada a haver com este mundo bizarro. Portanto, podem esperar algumas peripécias, com Brandy a cada vez mais embrenhar-se no estranho mundo de Ashley Williams!

A temporada também colocou novas posições no elenco regular da série, com Pablo (Ray Santiago) a passos de assumir o seu papel como o próximo Brujo, ou Kelly (Dana DeLorenzo) a assumir um papel cada vez mais de badass de serviço. No entanto, a maior mudança recai em Ruby (Lucy Lawless). Se, nas temporadas anteriores, a demónio assumia uma posição à la anti-heroína, esta temporada mostra-nos um lado mais maléfico da personagem, e as suas motivações para fazer o mal vão para além do mero “só porque sim”, já que envolve um sentido de auto-sobrevivência face a uma força maléfica que cresce a cada episódio.

De resto, Ash vs Evil Dead continua a mostrar a sua criatividade no que se toca aos Deadites, e esta temporada não desiludiu. Cada monstro está desenhado de uma forma bastante criativa, tal como as “mil e uma” maneiras de como acabar com eles, muitos deles a envolverem um one liner ou um resultado bastante sangrento.

O PIOR

Normalmente, não apontaria defeitos à série, mas houve um conjunto de elementos que, francamente, não tiveram o seu resultado. Por exemplo, numa tentativa de expandir este universo, Ash vs Evil Dead apresentou os Cavaleiros da Suméria, um grupo de soldados dedicados a enfrentar as forças do Mal. O problema reside no facto de esta questão não ter sido tão explorada como deve ser. Mesmo os membros Dalton (Lindsay Farris) e Zoe (Emilia Burns), com quem passámos a maior parte do tempo, nem tiveram direito a esse tratamento. O mesmo se pode aplicar a Brandy. Sim, chega a um ponto em que a personagem melhora, chegando ao ponto de parecer uma versão feminina de Ash, mas houve uma altura em que a personagem era nada mais que uma adolescente enraivecida que nada de novo trazia senão uma nova dinâmica para Ash lidar.

Grande parte da autenticidade de Ash vs Evil Dead reside no facto de recorrer a pouco ou nenhum recurso a efeitos por computador. No entanto, os episódios finais da temporada começaram a abordar essa questão. Apesar de conceder aquele nível de escala pretendido, não consegue trazer aquele nível de autenticidade que os efeitos práticos conseguiram transmitir no passado.

E depois tem-se o final. Considerando que a terceira temporada é, para todos os efeitos e circunstâncias, a sua última de vez (aliás, o próprio Campbell já assegurou que vai pendurar a Boomstick e a moto-serra), esperava-se uma despedida emocional do personagem. E de certa forma, Ash tem a despedida que demorou três temporadas para construir… para depois dar-nos um plot twist inesperado, como se já se esperava uma renovação de última hora. No entanto, com o conhecimento do cancelamento, esse final propriamente perde qualquer sentido, renegando também a despedida emocional.

Apesar disso, não se pode dizer que Ash vs Evil Dead não fez o seu propósito. Tivemos três temporadas com Bruce Campbell de regresso a um papel que lhe definiu a carreira durante anos. Apesar de nos deixar aquela saudade eventualmente, a jornada de Ashley Williams chegou ao seu fim. Não era o final emocional que queríamos, mas também podia ter sido bem pior.

Podem consultar as Mini-Reviews anteriores aqui (1ª temporada) e aqui (2ª temporada).

Estado da série: CANCELADA

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E assim, ao fim de três temporadas repletas de gore e humor, eis que Ash vs Evil Dead chega ao fim, com portas abertas para potenciais spin-offs do mesmo universo.

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