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Krypton – 1×06 – Civil Wars

Krypton

CONTÉM SPOILERS!!!

Após o deslize do episódio da semana passada (podem conferir a crítica aqui), eis que Krypton regressa às boas graças, triunfando em algumas questões bem pertinentes.

Para começar, descobrimos (sem muitas surpresas) que o personagem interpretador pelo ator Colin Salmon é nada mais, nada menos, do que o icónico General Zod, eterno inimigo de Clark Kent/Kal-El/Superman. E, tal como Adam Strange (Shaun Sipos), Zod é um viajante do tempo, que volta ao passado com o intuito de salvar Krypton das garras de Brainiac (voz de Blake Ritson). Embora a causa seja nobre em si (o que só diz respeito de como a Casa de Zod coloca honra acima de tudo), são as próprias ramificações que trazem uma nova dimensão ao episódio. 

Lidar com o tema de viagens do tempo e do “Efeito Borboleta” não é um feito fácil de tentar transmitir, muito menos de demonstrar. Alguns filmes e séries são capazes de lidar com esta temática, outras sem muito sucesso. E embora fique em questão qual vertente de viagem temporal Krypton irá incidir (será que haverão mudanças na linha cronológica, com ramificações bem patentes, ou será um caso em que nada irá mudar?), a verdade é os constantes twists trouxeram uma mudança entre Seg (Cameron Cuffe) e Adam. Condenamos a decisão final de Seg face ao dilema que enfrenta? Provavelmente; no entanto, a linha de pensamento patente não deixa de parecer real. E se houver mesmo uma mudança na linha temporal (algo que só será confirmado quando a season finale for transmitida), abre todo um leque de novas possibilidades que permitirá à série obter a sua própria identidade isolada, sem ter de recorrer a referências diretas sobre o universo que aborda (um problema que, até à data, continua a causar problemas a Gotham.

Enquanto este arco episódico tenha sido o elemento mais interessante do episódio (incluindo um Easter Egg para quem acompanha Superman de perto em qualquer dos meios), a vertente política ficou bastante a desejar. Nesta semana, Daron (Elliot Cowan), Nyssa (Wallis Day) e os seus conspiradores começam a colocar em prática o seu plano para derrubar a Voz de Rao. Este segmento pode ter tido os seus momentos de destaque, tais como a solidificação de Daron como um cobarde que não olha a meios – nem mesmo danos colaterais – para atingir os seus fins, ou Jayna (Ann Ogbomo) a envolver-se cada vez mais no golpe de Estado. No entanto, em comparação com o arco de Seg e companhia limitada, esta parte revelou-se bastante aborrecida. Krypton provou ser uma delícia como uma espécie de analogia da nossa própria sociedade nos primeiros episódios, o que trouxe um certo charme. No entanto, ao focar-se cada vez mais nos jogos políticos, parece que a série começou a perder a sua identidade inicial que trouxe um nível de interesse que não estava à espera.

Mas também houve uma pequena brecha para discussões filosóficas, com a Voz de Rao (possuído por Brainiac) começa a discutir algumas ideias sobre teologia com a jovem Ona (Tipper Seifert-Cleveland). Francamente, não esperamos uma grande simpatia por um personagem famoso por colecionar cidades de vários planetas, mas são estas pequenas discussões (ainda que possam parecer ridículas) cimentam a eterna personagem como uma entidade com a curiosidade de um gato, por assim dizer.

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Krypton redimiu-se brevemente do percalço da semana passada, ainda que teime em abordar temáticas ou linhas de enredo que nada fazem senão preencher tempo de antena.

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