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The Flash – 4×19 – Fury Rogue

The Flash

CONTÉM SPOILERS!!!

O episódio anterior de The Flash (podem ler a crítica aqui) pode ter terminado em tragédia, mas a ameaça constante do The Thinker nunca dá descanso aos nossos amigos.

Nesta semana, os DeVoe (Neil SandilandsKim Engelbrecht) fazem os seus esforços para encontrar Neil Borman/Fallout (Ryan Alexander McDonald) para os seus fins nefastos. Para tentar impedir esses planos – e de tentarem ser imprevisíveis – Barry (Grant Gustin) e companhia pedem auxílio a Leo Snart (Wentworth Miller). Mas como um mal nunca vem só, Snart trouxe uma “amiga”: a versão Earth-X de Laurel Lance (Katie Cassidy)!

Permitam-me iniciar pelo ponto fraco do episódio: Laurel Lance, aqui renomeada para Siren-X. Parece que os produtores e guionistas tentaram encontrar uma desculpa qualquer para integrar Katie Cassidy num papel de presença especial ocasional. Infelizmente, não existem muitas diferenças entre esta versão da personagem e a versão que está a marcar presença em Arrow. Para piorar ainda mais as coisas, as suas motivações eram frágeis, no mínimo. Uma presença que poderia ter sido cortada e substituída por um Clifford DeVoe em modo over-powered.

O mesmo desdém não pode ser partilhado sobre Leo Snart. Seja a representar a versão Earth-1 ou Earth-X, é mais do que óbvio que Wentworth Miller se diverte a representar a personagem. E a verdade é que a sua presença trouxe uma certa leveza para uma equipa cada vez mais deprimida. Tendo em conta o episódio anterior, Barry e Caitlin (Danielle Panabaker) estão a aprender a lidar com as suas respetivas perdas. Portanto, é bom ver Snart não só a servir de comic relief mas também como aquele conselheiro amigável em ambos os casos. Agora, será que é desta que Miller irá deixar de representar Snart de vez? Bem, o episódio deixa a entender que “nunca se sabe”, mas não seria mau termos uma despedida definitiva do personagem desta forma.

Do outro lado do espectro, temos Harry (Tom Cavanagh) que está a aprender a lidar com as consequências de usar o thinking cap com demasiada frequência. Na melhor das hipóteses, isto poderia servir como rampa para colocar o personagem numa rota completamente diferente e, de certa forma, poética, com Harry a tornar-se naquilo que tentou combater. No entanto, parece que o personagem, por mais que o adoremos, poderá repetir um velho trajeto familiar, o que rouba qualquer sentido de inovação à série. Salva-se, novamente, pela tête-à-tête com Cisco (Carlos Valdes).

Também houve um espaço interessante de tensão entre os DeVoe. Após tantos episódios lado-a-lado, começam a demonstrar algumas fraturas nesta união. Portanto, não seria espantoso vermos Marlize a revoltar-se contra Clifford (é tudo uma questão de tempo, afinal), mas seria satisfatório, no mínimo.

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