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Legion – 2×03 – Chapter 11

Legion

CONTÉM SPOILERS!!!

Legion pode ser muita coisa. Pode ter um enredo um bocado confuso para os fãs de super-heróis (apesar de ser grande parte do seu apelo). Possui um sistema visual fora do habitual dentro do género, tornando-a numa das séries mais singulares da FX (cortesia de Noah Hawley). Mas se há algo que temos de dar o mérito, é que a série é uma das peças mais criativas que podemos encontrar no ar neste momento!

Abrimos o episódio com mais um segmento narrado suavemente por Jon Hamm, que torna a levar-nos a chegar a uma conclusão: a nossa mente cria a nossa própria realidade. Neste caso em particular, a narração aborda a questão das maleitas físicas que a nossa mente cria e que podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, como um vírus contagioso. Pode ser um simples espasmo no ombro, ou casos reais de epidemias como dança coletiva ou a epidemia de risos sem parar.

O que tem isto a haver com Legion, perguntam vocês? Bem, este episódio explorou as origens do Catalyst, o evento que tranca as pessoas nas suas próprias mentes e que tem como efeito secundário aquele som creepy do bater dos dentes, e do quão ligadas estão à “morte” de Amahl Farouk (Navid Negahban). Claro que deixa a porta aberta para ainda mais questões por responder do que propriamente uma resposta concreta.

No entanto, isto é Legion, e há sempre alguma coisa que vai correr mal. Neste caso, a Division 3 foi atormentada pelo Catalyst, cabendo a David (Dan Stevens) de tentar salvar os seus amigos. E vemos isso propriamente nos Labirintos mentais. No entanto, mais do que um simples labirinto com paredes do costume, este episódio trouxe uma certa variedade. Na mente de Ptonomy (Jeremie Harris), o seu labirinto mental toma a forma de uma flor; na mente de Melanie (Jean Smart), o seu labirinto traz muitas inspirações aos clássicos jogos RPG textuais.

Em suma, pode ter sido um episódio que alongou a temática, e isso em termos narrativos pode deitar tudo a perder no fim e ao cabo. No entanto, a vertente visual de Legion torna um episódio normalmente filler um espetáculo visual e técnico sem poucos rivais. E o facto de a série tentar, ativamente, fazer-nos questionar a nossa própria realidade, é simplesmente a cereja no topo do bolo!

Podem ler o nosso Frame By Frame anterior aqui.

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Mais uma vez, Legion prova que tem uma maneira peculiar de contar a sua história, juntamente com uma vertente visual interessante.

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