Cinema Críticas

Crítica: 10×10 (2018)

10x10

Título: 10×10
Título Original: 10×10
Realizado por: Suzy Ewing
Elenco: Luke EvansKelly ReillyNoel Clarke
Duração: 88 minutos

Todos conhecemos aqueles thrillers foleiritos da Fox Life que servem para passar o tempo numa tarde preguiçosa de Domingo. 10×10 é um desses filmes, e conta a história de Lewis (Luke Evans), um homem aparentemente normal, que sequestra Cathy (Kelly Reilly) e que a tranca num quarto à prova de som na sua casa bem moderna, onde tenta à força descobrir informações sobre o seu passado. É um filme que segue a receita de thrillers, com os seus momentos de suspense, a sua dose de violência (personagens que têm mais vidas que os gatos), e um razoável twist.

À medida que a história (um pouco ridícula, vá) avança, são-nos dadas pistas através das notícias que Lewis assiste na TV, que nos ajudam a perceber o motivo do sequestro aos poucos. O nosso protagonista é um homem de sangue frio com um plano traçado, mas que acaba por ter algumas acções não tão inteligentes que nos deixam a pensar “Que novato!”; Cathy é uma mulher extremamente lutadora que não se rende à sua situação, mas que também ela toma decisões duvidosas. Ambos os atores (Evans e Reilly) tiveram boas prestações (para o pouquinho que lhes foi dado), ao ponto de chegarmos a simpatizar com o sequestrador quando temos os factos todos (não, não é um caso de Síndrome de Estocolmo); o ambiente poderia ser melhor pois não se sente a tensão em quase cena nenhuma, e no fim de contas é difícil escapar a muitas cenas ridículas . Por exemplo, Cathy consegue estar à altura fisicamente de Lewis, um homem muito maior que ela (???). Um filme muito mais macabro com um twist bem maior é Pet, que é também sobre um sequestro.

Tendo isto tudo em conta, 10×10 é um bom filme para quem gosta de drama cheesy e de mistérios que de mistério têm pouco.

Trailer – 10×10

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