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Homeland – 7×10 – Clarity

clarity

Depois de uma sequência de episódios de ritmo forte, Homeland volta a tirar o pé do acelerador e deixa-nos respirar antes de mergulhar novamente no turbilhão que prometem ser os restantes dois episódios.

Clarity apanha-nos num momento diferente daquele em que Useful Idiot nos deixou. Carrie (Claire Danesestá em terapia e fez uma escolha ponderada para a sua vida.

Seguem-se Spoilers

Sobre “Clarity”

A situação de Dante e Carrie

A morte de Dante (Morgan Spector) é confirmada. Desiluda-se quem tinha esperança com base na forma como terminou o episódio anterior.

Carrie inicia o tratamento para a sua patologia e parece ter escolhido a família em detrimento do trabalho. No entanto, pode ser já tarde de mais. O processo pela custódia de Franny (Claire Keaneestá em andamento e percebemos pela advogada Rhonda (Adrienne C. Moore) que que a Maggie (Amy Hargreaves) está em vantagem. É proposto um acordo que implica a cedência da custódia da filha por parte de Carrie em favor da irmão, com possibilidade de estarem juntas de 3 em 3 semanas. Algo que não agrada a Carrie mas que pode ser a sua escolha menos má.

Saul e o turbilhão na Casa Branca

Saul (Mandy Patinkin) continua convencido que Simone (Sandrine Holtestá no fundo de um lago qualquer e que já não entra nas contas. Mas Sandy (Catherine Curtin) apresenta-lhe provas diferentes que levam a que Saul olhe para o processo de forma diferente e pondere que Simone e Yevgeny (Costa Ronin) tenham fugido para a Rússia.

Posto isto, Saul sabe que é hora de formar uma equipa e que Carrie pode ter uma palavra a dizer. Visita-a, por isso, no hospital para a tentar convencer, mas Carrie apenas lhe dá nomes de activos importantes para a equipa e põe-se de fora. Ela sente que está na hora de deixar a missão para trás e abraçar a família. Mas Saul lembra-lhe de que já tentara isso antes que não correra muito bem. Nesta fase acho que Carrie não enganou ninguém: nem Saul, nem os fãs da série que já acompanham Carrie há demasiado tempo para saber como vão acabar as coisas.

Na Casa Branca, a Presidente Keane (Elizabeth Marvel), está com dificuldades. Nos bastidores corre uma tentativa de retirar a administração do poder e Keane volta a entrar em desacordo com Wellington (Linus Roache).

A audiência

No tribunal, a audiência recupera todos os pontos baixos da relação entre Carrie e Franny, não só na temporada actual como nas anteriores. As testemunhas chamadas remontam até à situação em que Quinn (Costa Ronin) se barricou em casa de Carrie. Ela sente que dificilmente manterá a custódia completa da filha e decide-se pelo melhor para todas as partes: um acordo… E volta ao trabalho. Parte para a Europa para coordenar a equipa de Saul na busca por Simone e Yevgeni.

Conclusão sobre “Clarity”

Clarity continua a assobiar para o lado relativamente a alguns dos buracos no argumento de Homeland, sobretudo nos do episódio anterior. Ao mesmo tempo, é um episódio de reconciliação de Carrie com ela própria. Um momento em que ela vê com clareza, daí o título, o que quer para ela própria em todas as vertentes da sua vida.

Por outro lado, é o setup ideal para os episódios finais onde a caça aos espiões russos promete ser intensa. O final da temporada está em aberto e pode “cair” para qualquer lado. Homeland é por estes dias uma das séries mais entusiasmantes da TV.

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