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Lucifer – 3×20 – The Angel of San Bernardino

Lucifer

CONTÉM SPOILERS!!!

Já lá vão três semanas desde que Lucifer exibiu o seu último episódio (cuja crítica poderão ler aqui). Portanto, o que se pode dizer desta nova entrada? Por um lado, é simplesmente “mais do mesmo” (pelos piores motivos, mas já vos falo sobre isso), mas por outro, FINALMENTE dá sérios avanços no que se toca à trama principal.

No “caso da semana”, um ex-toxicodependente é encontrado morto. Tinha tudo para ser um caso “simples” de resolver, não fosse a dona da casa a relatar ter sido salva por um “anjo da guarda”, algo que chama a completa atenção de Lucifer (Tom Ellis).

Lucifer nunca ficou imortalizado por ter casos policiais de renome, uma chaga que nem mesmo os maiores fãs de bandas desenhadas poderão apreciar, apesar de, em três temporadas, a série ter apresentado alguns casos interessantes e que testam Lucifer e Chloe (Lauren German). Infelizmente, o caso de The Angel of San Bernardino não se aplica às exceções à regra, culminando num desfecho completamente previsível para os mais atentos e/ou os fãs mais acérrimos de uma série policial.

Outro caso desta semana que teve um sabor agridoce foi o “espetáculo de bailado” de Lucifer e Chloe. A série desde cedo cimentou o Diabo e a detetive como uma das duplas atuais da FOX. E não seria para menos: ambos possuem alguns momentos de pura diversão ou de conversas maduras em que ambos aprendem um com o outro. No entanto, a contínua “tensão sexual” e o “dois passos para a frente, um passo para trás”, marcas d’água destes dois, acaba por ser desgastante. Não custa nada vermos Lucifer a ter uma atitude mais empírica sobre como contar a verdade de maneira a Decker finalmente aceitar a sua situação. Infelizmente, o desespero de Lucifer e o ceticismo de Decker continuaram em força total. Das duas uma: ou a série faz sérios avanços sobre a sua relação ou acabam com qualquer resquício de sentimento amoroso que tem infestado a série desde o episódio-piloto.

Portanto, o mistério do “Bom Samaritano” alado conseguiu colocar mais dores de cabeça a Lucifer, que começa a associar os salvamentos aos seus problemas de sono. Isto levou a uma montagem que mostra as mil e uma maneiras que Lucifer encontrou para tentar não pregar olho, desde snifar cocaína até criar um clube de combate ilegal, culminando num dos momentos mais parvos que jamais imaginaríamos o Diabo fazer: binge-watching a série Bones!

Do outro lado do espectro, Charlotte (Tricia Helfer) também assumiu algum protagonismo, mas pelas piores razões. Dotada da verdade sobre Lucifer e Amenadiel (D.B. Woodside), a advogada eliminou quaisquer desenvolvimentos que temos vindo a testemunhar nesta temporada ao ter uma recaída na sua velha personalidade. Sim, a personagem caiu em si a tempo do episódio acabar, mas vermos Charlotte a dar passos para tentar justificar a sua presença regular na série (devo ser dos poucos que não está tão aberto à sua presença desnecessária) que depois levam à sua nulidade, dá a entender que o seu trajeto até agora tomado foi um puro desperdício do seu tempo (e dos fãs).

Também houveram alguns desenvolvimentos no que se toca a Pierce/Cain (Tom Welling), que coloca o seu plano “sinistro” em prática. Sempre existiu aquela apreensão quanto à nova personagem e as suas motivações a longo prazo. E hoje tivemos o resultado final, ainda que Pierce não tenha colocado o plano em prática. Mas se houve alguns fãs que deliraram com a presença de Welling na série, é bastante provável que este episódio dê as conclusões definitivas!

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Lucifer regressou após um hiato da semana e, apesar de mostrar claros avanços na narrativa principal, fica a ideia de que apresentou mais do mesmo.

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