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Supergirl – 3×14 – Schott Through the Heart

Supergirl

CONTÉM SPOILERS!

Supergirl está de volta depois de um longo hiato e novos perigos emergem. O pai de Winn falece e este reencontra-se com a sua mãe após 20 anos de ausência. Aparentemente tudo parece estar a desmoronar-se na vida do jovem mas, assim que uma explosão ocorre durante o funeral, os nossos heróis precisam de descobrir a origem do problema. Estará o pai de Winn vivo ou nem por isso?

Esperava-se um pouco mais deste regresso da kriptoniana mais famosa da TV. O episódio é frágil em diálogos e em desenvolver uma linha de história concreta ou empolgante. O abuso de efeitos especiais atropela as sequências de ação, tornando-as fracas e sem carisma. Nem mesmo a presença de Laurie Metcalf, que aqui interpreta a mãe de Winn, parece ajudar o episódio a longo prazo.

Não quero dizer que não tenha tido os seus momentos bons porque rever Melissa Benoist e companhia é sempre um dos pontos mais altos da semana. O problema é que Supergirl necessita de preencher horário e há certos episódios que simplesmente não combinam bem em certos momentos. Colocar um filler após um longo hiato, numa altura em que a série está a desenvolver uma linha narrativa interessante e a apostar numa vilã principal com bastantes camadas dramáticas, não é, de todo, a melhor estratégia para agarrar os fãs.

Confesso que nunca fui fã de Winn, muito menos me sinto interessado pela sua história. Talvez não tenha conseguido apreciar o episódio verdadeiramente, mas a sensação com que fico, sendo um fã da série, é que há uma necessidade de “empatar” o fluxo de história com episódios, digamos “mais leves”, para preencher 22 episódios duma temporada. O conceito procedural pode ser interessante em certos casos, desde que haja uma originalidade em criá-los com um ritmo e criatividade diferentes.

Em Schott Through the Heart apenas temos o que não gostamos: apostar numa história secundária pouco interessante, trazer uma boa atriz para um papel recorrente especial, e apostar nas relações interpessoais das personagens enquanto se luta contra um vilão de “chacha”. Mesmo estas relações interpessoais das personagens não funcionaram esta semana em Supergirl.

Para além das constantes daddy e mommy issues de Winn, também não nos cativa a estranha confiança que surgiu entre Alex e o pai de Jonn. Tudo parece um pouco “plástico” e pouco convincente, ainda que possa desenvolver-se em algo mais interessante.

Posto isto, apenas realço que a química entre Melissa Benoist e Chris Wood continua a roubar os melhores momentos da série, ainda que este episódio não tenha conseguido elevar-se a um patamar superior.

Resumidamente, Schott Through the Heart é apenas um filler pouco trabalhado, ainda que lance uma ponta solta aqui e acolá que poderão criar desenvolvimentos interessantes nos restantes episódios da temporada.

Leiam o nosso Frame by Frame anterior de Supergirl aqui.

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Supergirl está de volta, mas o episódio que nos apresenta esta semana não é, de todo, um bom regresso. Um filler pouco envolvente e desinteressante que serve apenas como rampa de lançamento de pontas soltas para o restante desenvolvimento.

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