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Gotham – 4×18 – A Dark Knight: That’s Entertainment

Gotham

CONTÉM SPOILERS!!!

Como já devem ter reparado até agora, cada uma das nossas crítica do nosso projeto começam sempre com as palavras “Contém Spoilers” ou “Este artigo pode conter spoilers” como maneira de avisar aos nossos leitores do simples facto de os artigos em questão poderem ficar em alerta sobre possíveis revelações das suas séries favoritas. Uma regra que bem tento manter a cada artigo escrito. Dito isto, a presente crítica ao mais recente de Gotham irá fazer juz às palavras acima!

Nesta semana, Jerome (Cameron Monaghan) e os seus aliados raptam o Mayor e outras figuras de poder, para depois tomar conta de um concerto ao ar livre numa situação de reféns. Mas Jerome tem as suas exigências: ele quer o seu irmão gémeo, Jeremiah, e Bruce Wayne (David Mazouz) no palco, caso contrário…

Sim, o enredo desde segmento pode ter sido simples e direto (o que poderá não agradar a muitos fãs de séries com enredos mais complexos e que levam o seu belo tempo a fazer a jornada do ponto A até ao ponto B). E é aqui que entra Jerome. Já foi dito aqui em críticas anteriores, e será novamente dito: Jerome é, de facto, O melhor vilão de Gotham até agora. Sim, Jerome pode ser verdadeiramente lunático (e definitivamente não é a resposta da série à origem do icónico Joker), mas não nos podemos deixar seduzir pelo carisma magnetizante de Monaghan, que consegue transformar uma situação banal num autêntico feito assustador e imprevisível. Algumas vez pensávamos em ver Jerome, para matar tempo, a fazer um solo de guitarra que parece muito com o tema musical da série Batman? A resposta óbvia seria um “não”, mas é isso mesmo que se obteve e que mostram como Gotham só sai a ganhar sempre que Jerome está envolvido!

Daí de ter sido um choque termos de nos despedir de uma personagem como Jerome Valeska, que encontrou a sua morte (se calhar definitiva). Mas não de uma forma que estamos habituados numa série deste género, mas mais como algo que esperaríamos do verdadeiro Joker: com uma promessa de mais caos a caminho e com um sorriso na cara. Mas se pensam que Jerome acabou, podem estar enganados, porque parece que este encontrou um herdeiro à altura, num momento chocante que certamente ainda vai dar muito que falar dentro da fandom.

Infelizmente, o mesmo não se pode aplicar ao subplot de Barbara (Erin Richards). A personagem revelou-se como uma das mais controversas da série, no geral, mantendo uma certa promessa de início, para depois se desvanecer por completo. É um ciclo vicioso que se repete vezes sem conta e que começa a roçar no ridículo. E a sua atual posição como a herdeira do império de Ra’s al Ghul demonstra isso mesmo: de início, vermos Barbara como uma líder de uma rede de assassinos mortíferos possuía um grande potencial; no entanto, este episódio só veio confirmar um certo receio. O receio de vermos esta personagem numa posição de poder e ficar com uma postura de 180º em termos de personalidade.

Fica também um pequeno aparte com um aniversário de Bruce, com Alfred (Sean Pertwee) a oferecer-lhe o seu primeiro carro (e de luxo, ainda por cima!). Isto poderia ser outro enredo banal… não fosse o foreshadowing de um dos “brinquedos” mais icónicos do vasto arsenal de Batman!

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Tirando o arco de Barbara, este episódio de Gotham demonstra que Jerome continua a ser uma peça central. Ainda para mais com a promessa de atormentar a cidade mesmo após a sua morte.

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