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Suits – 7×13 – Inevitable

Suits

CONTÉM SPOILERS!

Tão depressa como nos desilude, tão depressa nos surpreende. Suits regressa ao seu carisma com um episódio repleto de emoções e reviravoltas sentimentais que voltam a unir-nos com as personagens que tanto acarinhámos ao longo de sete anos.

Mike e Harvey trabalham num novo caso mas ele mostra-se ser uma dor de cabeça. Paula não se sente confortável com a relação do seu namorado com Donna, ao passo que Louis mantém os amores carnais com Sheila ilicitamente. As coisas começam a descambar para ambos os lados, sendo que o único “casal” que procura pelo seu espacinho de felicidade é Mike e Rachel.

É precisamente na forma como nos distancia de Mike e Rachel (não esquecendo que Meghan Markle está prometida ao Príncipe de Inglaterra) e focando-se nos dramas mais “vulgares” da série que Inevitable consegue sobressair. Podemos já estar cansados deste “vai e vem” de Harvey e Donna e das constantes recaídas de Louis, mas neste episódio sentimos empatia com eles.

O ser humano é um ser complexo; um que por vezes não sabe simplificar o que está a olhos vistos. Cegamo-nos muitas vezes com motivos e complicações para satisfazer a nossa felicidade momentânea. Harvey procurou refúgio em Paula; já Louis tentou ocupar o seu vazio com uns jogos “sensuais”. Todas estas circunstâncias não são mais do que explicações que ambas as personagens assumiram como ser o melhor para elas, mesmo que os espectadores saibam que elas apenas se estão a enganar a si mesmas.

Suits cresceu um pouco. Somos todos assim. Procuramos sempre uma felicidade temporária para ocultar a felicidade extrema que parece inalcançável. Mas por que devemos lutar? É precisamente no desfecho do episódio que percebemos o quanto estas personagens são humanas. Os erros são parte da nossa identidade. Harvey apercebeu-se do seu erro, e tomou a decisão mais equilibrada de perceber qual das pessoas é mais especial para ele mesmo, seja com que intuito for. Louis apercebeu-se que criou uma ilusão de que o amor físico não compensa o vazio emocional da pior forma. Mas, no fim, o que terá sido a melhor decisão?

Não há “melhores decisões”… apenas humanos a perceberem o que realmente é importante para eles. Suits apercebeu-se rapidamente dos seus erros. Não vale a pena arrastar histórias que estão há muito condenadas, mas sim apostar em unir as personagens que sabemos já de “cor e salteado” que irão ficar juntas ou que precisam de evoluir. Mesmo que este episódio possa ser susceptível de diferentes formas, para mim assume-se como um importante.

É um ponto de viragem e que nos volta a fazer sentir embrenhados nesta novela tão carismática e, no entanto, já tão cansada. No entanto, é bom ver que os bons costumes e que a luta pela felicidade continua a ser a prioridade da série e que a esperança miudinha de que continue a crescer mantém-se viva.

Leiam o nosso Frame by Frame do episódio anterior de Suits aqui.

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Suits regressa com um episódio emocionalmente competente, trazendo de volta a novela mais deliciosa e que tanto nos agrada na série.

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