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Krypton – 1×04 – The Word of Rao

Krypton

CONTÉM SPOILERS!!!

A sombra de Brainiac pode pairar sobre o planeta Krypton, mas nem mesmo esta ameaça faz com que Krypton invista o seu tempo nas suas personagens.

A série pode cair na temática da ficção científica (estamos a falar de um planeta alienígena, no fim ao cabo), mas não deixa de ter algumas temáticas como religião ou política ou de como estas, muitas vezes, andam de mãos dadas. Pois bem, este episódio deu um foco a essas vertentes. Dando seguimento ao episódio anterior (cuja crítica podem conferir aqui), a Rankless Initiative provou ser um autêntico fracasso, não só falhando em encontrar os apoiantes de Black Zero, como também despertaram a ira do povo. De modo a apaziguar a sua ira, a Voice of Rao ordena Daron-Vex (Elliot Cowan) a encontrar o responsável pelo fracasso. A vítima? Lyta Zod (Georgina Campbell), a mais recente comandante dos Sagitari!

Krypton pode ser uma bela série de ficção científica que podemos ver atualmente; no entanto, esta também prova ser bastante assustadora quando começa a imitar algumas questões da vida real. Vimos isso bem patente no episódio anterior, em que o tratamento injustos dos mais fracos e oprimidos, juntamente com a clara disparidade de classes, a servirem de reflexão (in)direta para a nossa realidade. Este episódio não foi exceção, desta vez comentando sobre a corrupção na frente política de modo a salvarem a sua própria “pele” de quaisquer escândalos. É uma “moda” que muitos corpos governamentais fazem, e que Krypton replica aqui para a sua dose de comentário social.

Fora isso, este episódio também provou ser uma montanha-russa de emoções para os nossos personagens centrais e secundários. Infelizmente, Seg (Cameron Cuffe) foi a desilusão. Sim, a ideia de encontrar um dos seguidores de Black Zero tinha alguma réstia de esperança para expandir ainda mais um universo cada vez mais expandido a cada episódio que passa. Infelizmente, fica a ideia de que este segmento serviu simplesmente para dar alguma coisa para o nosso protagonista fazer para se manter ocupado. Apesar de termos algumas respostas, ficámos com ainda mais questões por responder. E numa série como Krypton, tal é impensável, mesmo na sua temporada inaugural.

Portanto, foi a vez de o elenco secundário dar o ar de sua graça. No caso de Lyta, a personagem não teve oportunidade de fazer muito por estar por detrás das grades. No entanto, tal não significa que o seu encarceramento não tenha o seu impacto noutras personagens. No caso de Jayna (Ann Ogbomo), esta circunstância testou novamente a sua divisão entre a honra e compromisso para com o Estado e o seu instinto maternal. Numa versão alternativa, Jayna-Zod podia muito bem ser uma template para um futuro vilão associado a Superman (o nome General Zod diz-vos alguma coisa); no entanto, Krypton tem a sabedoria de colocar algumas situações que testam as suas verdadeiras lealdades.

Falando em lealdades, esse mesmo encarceramento levou a umas revelações sobre Daron e Nyssa (Wallis Day), com os seus verdadeiros planos a serem revelados ao público. Sim, é bom ver que as suas intenções conseguem ser um tanto ou quanto “altruístas”, se bem que também levanta mais suspeitas do que confirmações propriamente ditas.

Mas se existe um subplot que me surpreendeu pela positiva, foi o de Kem (Rasmus Hardiker). Apesar da sua lealdade para com Seg, a verdade é que este personagem foi-nos revelado como um dos comic reliefs da série. Portanto, foi uma espécie de lufada de ar fresco vermos uma nova faceta do personagem ao ter a tarefa injusta de dar as más novas à jovem Ona. É um momento curto, mas doce, no fim e ao cabo.

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Krypton continua a surpreender semana após semana, desta vez destacando como uma tragédia pode ter muitas ramificações.

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