Cinema Críticas

Crítica: Song of the Sea (2014)

song of the sea

Título original: Song of the Sea

Título: Song of the Sea

Realizado por: Tomm Moore

Elenco: David RawleBrendan GleesonLisa HanniganFionnula FlanaganLucy O’ConnellJon KennyPat ShorttColm Ó’Snodaigh

Duração: 93 min.

Ainda que só tenha chegado a Portugal em 2016, Song of the Sea já encanta os espectadores desde 2014. Foi nesse ano que estreou no Toronto International Film Festival.

Song of the Sea conta a história de Ben (David Rawle) que descobre que a sua irmã Saoirse (Lucy O’Connell), a quem culpa pela aparente morte da mãe Bronach (Lisa Hannigan), é uma selkie que tem a missão de libertar as criaturas faerie da deusa celta Macha (Fionnula Flanagan).

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Song of the Sea

Review sem spoilers de Song of the Sea.

O filme consegue ser várias coisas, todas elas muito positivas. Em primeiro lugar, é uma história muito bonita. Um cocktail de vários elementos. Um pai viúvo, Conor (Brendan Gleeson), que tem dificuldade em lidar com o desgosto. Dois irmãos, Ben e Saoirse, que têm entre eles um muro levantado pela culpa que o irmão mais velho atribui à mais nova pela morte da mãe. Uma avó (Fionnula Flanagan), que acha que o pai não é capaz de lidar com os filhos da melhor forma. Este contexto familiar é, por si só, um ponto de partida para uma história interessante.

Em segundo lugar, temos a questão da mitologia celta aqui abordada. De início são introduzidos um conjunto de entidades da dita mitologia que depois são importantes para perceber o resto da história. Esta introdução é feita de uma forma original. Mais tarde, quando estas entidades são “chamadas” ao ecrã, a forma como isso é feito permite ao espectador fazer uma fácil ligação à contextualização inicial.

Só podia ser uma animação

Além de tudo isto, o facto de ser uma animação é um ponto muito positivo. Não acredito que esta narrativa pudesse ser contada de outra forma. Mais do que isso, o facto de ser uma animação tradicional e não um produto 3D dá-lhe toda uma estética que é, nos dias de hoje, invulgar, diferente e mágica.

A estética é muito alternativo à corrente actual da animação. É também muito característico e de fácil associação à tradição e mitologia celta que é o tema de Song of the Sea.

Conclusão sobre Song of the Sea

Song of the Sea é um deleite. Para os olhos e para o cérebro. Cada cena e cada cenário são uma obra de arte. Desenhos e ilustrações coloridas que são dignas de parede de museu. Mantém-se fiel à estética e ao estilo que Tomm Moore já tornou característico dele em outros filmes como The Secret of Kells ou The Prophet.

The Secret of Kells
The Secret of Kells
The Prophet
The Prophet

Uma última palavra para a banda sonora de Bruno Coulais. Discreta mas marcante. Mais um ponto positivo para adicionar a um filme de animação excelente.

Em suma, Song of the Sea é uma animação familiar de alta qualidade. Diferente do mainstream, pode, por isso, não agradar ao consumidor mais comercial. Mas como é sabido isso não é sinónimo de falta de qualidade. Neste caso não é mesmo.

song of the sea
Poster de Song of the Sea

Prémios de Song of the Sea

O filme obteve vários prémios internacionais e muitas mais nomeações. Em termos de prémios que venceu foram o Prémio Especial do Júri no Festival International des Voix du Cinéma d’Animation em Leucate, França; o Prémio de Melhor Animação ou Media Misto nos Satellite Awards; Melhor Filme nos Irish Film & Television Awards; Melhor Filme de Animação nos European Film Awards. As nomeações de maior destaque foram as de Melhor Filme de Animação nos Oscars e nos César, prémios que nesse ano (2015) foram para Big Hero 6Minuscule: La Vallée des Fourmis Perdues,respectivamente.

Trailer de Song of the Sea

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