Cinema Críticas

Crítica: Roxanne Roxanne (2017)

Título Original: Roxanne Roxanne

Título: Roxanne Roxanne

Realizado por: Michael Larnell

Elenco: Chanté Adams, Nia Long, Mahershala AliLyric HurdEden Duncan-Smith

Duração: 100 min.

O filme começa com uma desajeitada introdução de um MC no centro da cultura hip-hop dos anos 80. Ele anuncia para uma multidão de Queensbridge Projects, algo que já deviam saber: o hip-hop inclui rap, breakdancing e graffiti. Então, por entre a multidão, surge uma menina de nove anos preparadíssima para competir contra um homem com o dobro do seu tamanho.

Assim começa a história de Roxanne Shanté, a famosa rapper que iniciou a revolução do rap feminino. Graças a si, as Roxanne Wars (conhecidas batalhas entre rappers femininos surgidas em 1984) têm um lugar cativo na história do hip hop.

Este filme é sobre isso mesmo. A criação de uma veia do hip-hop e da sua fundadora, Lolita “Shanté” Gooden, que aos 14 anos se tornou uma sensação instantânea do mundo do hip hop, enquanto lavava a roupa da mãe.

Roxanne Roxanne exibe algumas das originais batidas rápidas da cantora. Tanto a jovem Shanté quanto a sua versão mais adulta (Chanté Adams) se apresentam em batalhas no grande ecrã. Batalhas essas que demonstram o quão difícil era ser uma mulher num mundo de homens.

A batida das palavras da artista reflete as suas interações com o grupo do seu quarteirão, produzindo exibições hilariantes do girl power dos anos 1980.

Uma biografia dura e sincera, que peca apenas pela natureza sinteticamente descritiva do enredo. Não obstante, oferece uma sólida centena de minutos, ricos na já mais que provada qualidade de conteúdo pela qual a Netflix assina as suas produções.

Trailer | Roxanne Roxanne

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