Cinema Críticas

Crítica: All the Money in the World (2017)

Título: Todo o Dinheiro do Mundo

Título Original: All the Money in the World

Realização: Ridley Scott

Elenco: Michelle Williams, Christopher Plummer, Mark Wahlberg, Romain Duris, Charlie Plummer

Duração: 132 minutos

Em All the Money in the World, o neto de um bilionário é raptado, mas esse não é motivo suficiente para este se desfazer da sua fortuna. O filme foca-se na mãe deste jovem que vê a vida do seu filho com o tempo contado e decide colocar o caso nas mãos do seu segurança.

O filme explora e ilustra as relações e ligações que uma pessoa com muito dinheiro tem com o outro, especialmente família. Após nos apresentar a uma personagem que se nega a pagar o resgate do neto, tenta esclarecer os motivos dessa decisão. Se estes motivos serão válidos, cabe a cada um de nos decidir. No entanto o filme tenta mostrar que o egoísmo é, de alguma forma válido para pessoas nesta condição financeira.

All the Money in the World é um thriller bem escrito, desenvolvido e pensado. Ao longo deste filme não há um único momento que destoe ou nos retire a atenção do que se está a passar. O mais incrível é que tal é feito na maioria com recurso a interações entre personagens e diálogos. Quando pensamos em thrillers associamos a cenas de ação, mas o maior trunfo deste filme é reinventar o termo “ação” neste sentido.

A aplicação bem sucedida desta metodologia suporta-se sobretudo nas performances. Temos um elenco de excelência do qual se destaca Christopher Plummer. Depois da saída forçada de Kevin Spacey, Plummer substituiu o ator ao gravar em apenas duas semanas. Não julgando as razões externas por detrás desta troca, foi a melhor decisão a tomar. O ator tem um desempenho imaculado e o bom trabalho na reedição das cenas não deixa perceber toda esta reviravolta nos bastidores.

Apontando um senão, realça-se que a importância dada ao rapaz raptado é pouca. Nós sabemos que foi raptado, assistimos a algumas cenas, mas tudo o que nos causa emoção e empenho parece passar-se um pouco à parte dessa situação, havendo apenas um culminar  nos momentos finais. Podemos também referir que todo o ambiente físico, apesar de bem enquadrado e filmado, é constantemente demasiado escuro. Mas tal será com certeza intencional, não fosse este um filme de Ridley Scott.

Conclusão, All the Money in the World trata-se da uma representação dramática de eventos reais bem conseguida. Vence pelo bom trabalho do elenco e a forma inovadora de recorrer ao diálogo para transmitir desenvolvimento da ação.

Trailer – All the Money in the World

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