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Gotham – 4×16 – A Dark Knight: One Of My Three Soups

Gotham

CONTÉM SPOILERS!!!

O episódio da semana encerrou de vez (talvez) todo os arcos narrativos relacionados com Sofia Falcone. No entanto, e como ainda faltam alguns episódios para a temporada acabar, o que faz falta a Gotham neste momento? Bem, aparentemente a resposta é Jerome Valeska (Cameron Monaghan)! 

Pois é, caros Gothamitas, Jerome está de volta à cena, recém-escapulido de Arkham, mas não vem sozinho, já que este traçou uma aliança com Jervis Tetch (Benedict Samuel) e Jonathan Crane (David W. Thompson) para um plano tão nefasto… que nem nós sabemos o que o insano e os compatriotas andam a tramar!

Crane esteve praticamente desaparecido de todo o episódio, deixando apenas Tetch e Jerome aos seus afazeres. Grande porção deste episódio foi dedicado ao confronto entre Tetch e Gordon (Ben McKenzie, que por mero acaso volta a sentar-se na cadeira de realizador). Verdade seja dita, o personagem interpretador por Benedict Samuel está a milhas de ser uma personagem a ser levada a sério, muito por causa dos seus “pecados do passado” (leia-se, terceira temporada, em que este rapidamente ficou mais tempo do que o devido). No entanto, o facto de agora conseguir hipnotizar qualquer apenas através das suas rimas irritantes já dá uma nova sensação de ameaça para o personagem, algo que já precisava há muito tempo atrás. A sua presença deu um novo dilema para Gordon lidar esta semana, com este ainda dividido por causa da sua mais recente corrupção. É muito raro vermos McKenzie fora da sua “zona de conforto”, mas é sempre um deleite vermos isso acontecer, e foi precisamente isso que se obteve neste episódio. 

Jerome teve de lidar com uma pista do seu passado, mas sem saber, Bruce Wayne (David Mazouz) estava no seu encalço. Toda a gente conhece, de ginja, a velha história de “amor” entre BatmanJoker. Apesar de não termos Bruce em modo Full-Batman e Jerome não ser bem o Joker que tanto adoramos na cultura pop, é impossível negar algumas semelhanças entre ambas as relações disfuncionais. Para além disso, é sempre bom vermos Bruce a andar às “batatadas” com Selina (Camren Bicondova). Sim, esta sua relação já pode estar tão batida que não consegue inovar; no entanto, não podemos negar o seu efeito de entretenimento pelo meio. 

Infelizmente Barbara (Erin Richards) revelou-se como a parte mais fraca do episódio. Sim, obteve-se a resposta sobre o mistério das suas enxaquecas, e que estão ligadas intimamente ao falecido Ra’s al Ghul (Alexander Siddig). No entanto, a entrada da Liga das Sombra nesta altura do campeonato veio a confirmar uma das minhas maiores suspeitas desta quarta temporada: não existe um vilão fixo. Em comparação, a quarta temporada de Agents of S.H.I.E.L.D. conseguiu conjugar três storylines diferentes de uma forma surpreendentemente orgânica. Fica a ideia que esta temporada de Gotham está a tentar replicar esse mesmo efeito, mas os resultados não podiam ser mais diferentes. Só nesta temporada, tivemos a Pax Penguina, o Professor Pyg, Sofia Falcone, Jerome, Poison Ivy e agora a Liga das Sombras. Parece que a série muda sempre de vilões principais como quem muda de camisa diariamente! E o que estes têm em comum? Rigorosamente nada!

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Aparte do arco de Barbara, parece que Jerome e amigos deram aquele boost que Gotham tanto precisa.

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