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The Path – Season Finale – 3ª Temporada

The Path

CONTÉM SPOILERS! 

Depois de uma segunda temporada com alguns percalços a nível de argumento e história, confesso que não estava nada expectante para o que poderia vir aí mas depois de ver o trailer, fiquei realmente mais entusiasmado.

O primeiro episódio mostra-nos o caminho que a trama quer tomar neste novo ano, mas a primeira metade não consegue levar as coisas a bom porto. Eddie (Aaron Paul) é agora o novo Guardião da Luz e depois de ver um suposto “milagre” seu se tornar viral, tem de lidar com o crescimento do Meyerismo, querendo tornar a religião mais ampla e aberta a qualquer pessoa. Sarah (Michelle Monaghan), que sempre foi completamente devota, começa agora a questionar tudo, depois de conhecer um professor de religiões de uma Universidade e começar a perguntar-se, se realmente existe a Luz e o Jardim.

Já Cal (Hugh Dancy) lida agora com todos os traumas do passado, que envolvem os supostos abusos por Steven (Keir Dullea), assim como a vontade de retomar o comando do Movimento. Também a adição ao elenco de Freida Pinto e Sarita Choudhury, como Vera e Lilith, respetivamente, trouxeram um novo fôlego à vida de todos que já conheciamos.

O MELHOR

O melhor da série continua a ser, sem dúvida, o elenco e todas as questões que envolvem a religião, que não deixa de ser algo atual. 

Depois de uns primeiros capítulos mais mornos, a partir do meio da temporada, os criadores e argumentistas realmente tomaram as rédeas da história que quiseram contar e levá-la a bom porto. Toda a dimensão que o Meyerismo atinge é interessante, assim como ver Lane no comando e tomar decisões que realmente poderiam ir contra não só dos apoiantes, como da sua família e círculo próximo.

Vera foi sem dúvida uma ótima personagem, enigmática e dúbia inicialmente, mas por quem nos fomos encantando à medida que o protagonista também o ia fazendo. Também ela teve de lidar com os dois lados da moeda e ir contra a mãe, que trouxe momentos extremamente tensos e entusiaSmantes aos episódios.

Foi bom ainda de ver o crescimento e desenvolvimento de outros personagens que já fomos conhecendo como Mary (Emma Greenwell), que acabou por ganhar mais importância neste 3º ano de The Path e, juntamente com Cal, se tornaram um casal por quem vamos torcendo. Este, por sua vez, conquistou-me. A maneira como chegou ao final fez todo o sentido, tendo em conta o seu percurso até aqui e, tornou-se talvez, o meu personagem favorito.

A narrativa de Hawk (Kyle Allen) agora caminhou num sentido surpreendente e vemo-lo agora a assumir a sua homossexualidade, depois de se apaixonar por um homem. Foi bonito de ver as cenas da absoluta aceitação da família, tendo de lidar apenas com a família religiosa e cristã do seu apaixonado.

Houveram cenas que dificilmente me irão sair da memória, não só pelo trabalho de fotografia e realização, que se mantém com nota positiva, como pelo junção com uma banda sonora sempre acertada.

Ainda que por vezes seja complicado nos deixarmos levar por estas personagens, talvez por serem pessoas demasiado fixadas naquilo que acreditam e, por isso, mais alucinadas, as interpretações são do mais alto nível, com destaque para o trio protagonista que nunca desilude e prova mais uma vez, o porquê de serem nomes sonantes na TV e no Cinema.

O PIOR

A trama demorou imenso tempo a chegar onde queria e a vontade de desistir chegou até a mim várias vezes. Não só enrolou, como parecia não ter um sentido, que ia sendo descoberto à medida que as personagens agiam. Alguma ações são difíceis de engolir mas, eles parecem viver tão no limite, que podem ser desculpados por isso.

Para mim continua a ser também confuso aquilo em que acreditam e o que realmente é o Meyerismo, o que acontece no Jardim, quem é capaz de lá chegar. Alguém me explica a importância da Escada? Nem todos conseguem subir é isso? Falta muita explicação. É dada conforme a história pede, mas não é suficiente.

O final é incrível e fiquei em pulgas para o que pode vir a seguir. A “turma” de Lilith não parece desistir e o Movimento parece estar mais unido e forte que nunca. A guerra está para chegar e se for bem estruturada, tem tudo para dar certo. Aguardo ansioso! Não me desiludam.

ESTADO DA SÉRIE: STAND-BY 

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