1986 Frame by Frame TV

1986 – 1×12 – Juntos em Sonhos Eléctricos

sonhos eléctricos

Dia de reflexão para as eleições presidenciais mais importantes de sempre em Portugal. “Juntos em Sonhos Eléctricos” é o episódio que antecede o grande dia. É também o penúltimo de 1986. As peças do puzzle começam a encaixar.

1986 – 1×12 – Juntos em Sonhos Eléctricos

!Spoilers (faça scroll para os evitar)!

O dia de reflexão é um terrível marasmo. Nada de jeito na TV.

Tiago (Miguel Moura e Silva) está disposto a reconquistar Marta (Laura Dutra) e Sérgio (Miguel Partidário) convence-o a compor uma serenata no ZX Spectrum. A tarefa é complexa. Inicialmente o melhor que conseguem é o Vira do Minho. Nem é mau de todo. Mas para o objectivo pretendido, não serve. Além disso, os problemas eléctricos que afectam a área, e particularmente a Rádio Boa Onda, estão a complicar de sobremaneira a transmissão da mensagem. Mas o amor encontra sempre um caminho.

A relação entre Fernando (Gustavo Vargas) e Maria de Lurdes (Mafalda Santos) está a ir por água a baixo, por culpa das eleições e da bagagem de vários anos de subjugação. No mesmo sentido, mas por razões diferentes, vai a relação entre Marta e Gonçalo (Henrique Gil). O Professor Zé () visita o video clube para refazer a sua relação com a sua aluna favorita. Fá-lo de forma estranha: despedindo-se. Os rumores sobre a sua orientação sexual chegaram à direcção da escola. A pressão aumenta para que se despeça.

Entretanto, chega o dia de votação. O grande dia em todos os sentidos. O dia em que todos os caminhos se cruzam. O Professor Zé (Simon Frankel) com a directora. A prostituta (Alice Medeiros) com cliente(s) e, claro, Marta e Tiago. Os planetas vão-se alinhando

!Fim de Spoilers!

Conclusão sobre 1986 – 1×12 – Juntos em Sonhos Eléctricos

“Juntos em Sonhos Eléctricos” é um episódio com uma carga dramática muito grande. Relações vão-se construindo e vemos outras a desfazerem-se. Porque a vida é mesmo assim e, principalmente, os dramas dos amores da adolescência também. É impossível que a grande maioria das pessoas não se reveja nestas situações. É uma nostalgia muito grande e a banda sonora ajuda.

Nestes episódios de carga dramática mais forte é quando se vêm as qualidades reais dos actores. Neste aspecto, 1986 está relativamente “bem equipado” de talento. Mas eu vou deixar as avaliações sobre a interpretação para o Frame By Frame do episódio final. Para já, resta-me frisar que o arco da série foi bem construído até ao momento e as personagens são sólidas. Vamos agora apreciar o último episódio desta série que, a menos que estrague tudo no fim, merece todo o louvor que tem recebido.

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