Anime Dragon Ball Super TV

Dragon Ball Super – Series Finale – Universal Survival Arc

Dragon Ball Super

Costuma-se dizer que “tudo o que é bom, tem de chegar ao fim inevitavelmente”. O mesmo se pode aplicar a Dragon Ball Super, que encerra temporariamente as portas (mas com um regresso confirmado). E a série de Akira Toriyama chegou a esse fim com o arco mais action-packed até agora, o arco da Universal Survival, em que os 10 melhores guerreiros de 8 universos se confrontam numa battle royale, com o destino dos seus respetivos universos em jogo.

O MELHOR

Considerando o tipo de torneio – e que tipo de guerreiros que iriam estar envolvidos – seria inevitável que os rosters sofressem algumas alterações. No caso do Universo 7, tivemos direito aos “suspeitos do costume”, como Goku, Vegeta, Gohan, Piccolo, Krillin, Master Roshi ou Tien. No entanto, para este mega-evento de sobrevivência, o grupo contou com algumas surpresas, como os Andróides 17 e 18 e, numa escolha “interessante”, Frieza.

Foram escolhas que nos fizeram franzir o sobrolho, muito por causa das escolhas feitas, mas que surtiram os seus resultados. Temos os destaques do costume, como Goku e Vegeta, mas Android 17 e Frieza foram aquelas revelações que surpreenderam. Por um lado, 17 revelou-se como um guerreiro perspicaz e com uma mente brilhante para ultrapassar os vários oponentes de uma forma bastante criativa (é caso para dizer que este guerreiro visto pela última vez no clímax da saga de Majin Buu foi o MVP do arco). Já Frieza teve uma abordagem diferente, optando por artimanhas e eliminações pelas “sombras” que trouxeram uma vertente diferente para o torneio mas que assentam que nem uma luva para o vilão.

Considerando o tipo de torneio, termos 80 guerreiros no estádio podia parecer um tanto ou quanto sobre-populado; no entanto, a série teve a mestria de conceder alguma variedade. Felizmente, Dragon Ball Super não se focou inteiramente nos combates do Universo 7, dando algum destaque a outros dois Universos que deixaram a sua marca: os Universos 6 e 11. No caso de 6, tivemos direito a ver o regresso de alguns fan favourites, como o Saiyan Cabba, o assassino Hit ou Frost, o equivalente de Frieza. No entanto, Dragon Ball Super também fez história no franchise ao apresentar Caulifla e Kale, as duas primeiras mulheres Saiyan a fazer parte do cânone. O Universo 11 também deixou a sua marca patente no torneio, com o destaque claro para o super-rápido Dyspo, o guerreiro Toppo e o misterioso Jiren. Destes, este último era o mais enigmático de todos, deixando apenas transparecendo algum talento aqui e acolá. No entanto, assim que foi mostrando mais traços do seu poder, Jiren revelou-se como um adversário mais do que à altura de Goku e dos seus amigos.

Dado o calibre do elenco, seria de esperar que este arco tivesse de estar com fator de ação em alta. E em grande parte das ocasiões, este arco esteve bem acima das nossas expectativas. Grande parte das sequências de ação revelaram-se brilhantemente animadas, representando uma fluidez que esperaríamos de um Dragon Ball no grande ecrã. A isto complementa-se também uma banda sonora poderosa que acompanha os vários momentos do arco.

Com isto tudo, fãs de Dragon Ball Super já esperavam um novo power-up para Goku. E é caso para dizer, que a revelação do Ultra Instinct não desiludiu. Mais do que uma nova forma de Super Saiyan com uma nova cor, Ultra Instinct é enigmático mas mostra-se bastante eficaz, com Goku a obter um boost que o permite rivalizar com seres como Jiren. Mas mais do que cor, Ultra Instinct permitiu-nos ver um Goku diferente do habitual no que se toca aos seus movimentos do habitual, trazendo algo de novo para a série em geral.

O PIOR

Considerando que o arco Universal Survival é maioritariamente sobre ação acima de tudo, não esperem os mesmos twists testemunhados no arco Future Trunks, que influenciaram a narrativa de uma forma mais emocional, ao passo que os twists deste arco estiveram à volta de eliminações-surpresa ou regressos inesperados. E por vezes, esses mesmos twists conseguiram a proeza de chegar ao estado de cringe-worthy.

O mesmo se pode aplicar às motivações das personagens e dos seus backstories, que ora eram eficazes, ora eram tão cliché que não havia qualquer pingo de originalidade. Esta vertente pode ser melhor aplicada em Jiren: o guerreiro foi eficaz em apresentar-se como uma força física a temer; no entanto, o seu passado é tão cliché que consegue perder o seu encanto.

O arco Universal Survival é o arco mais longo de Dragon Ball Super. Isto significa que tem MUITOS episódios para ver. No entanto, isto revela-se como uma “faca-de-dois-gumes”: se por um lado tivemos episódios repletos de ação (como o primeiro confronto entre Goku e Jiren – que viria a dar origem à revelação do Ultra Instinct – ou Goku contra Caulifla e Kale), também tivemos direitos a episódio que serviram para “passar tempo” em todas as vertentes, seja em sequências de ação mais aborrecidas ou estilo de animação menos esmerados.

O episódio final de Dragon Ball Super pode ter corrido de uma forma bastante previsível; no entanto, permitiu-nos uma curta “despedida” de Goku e companhia, que regressam no final do ano com um filme que fará ligação com a série e que, muito certamente, dará origem a uma nova série animada.

Por isso, não percam o filme, porque nós também não!

Estado da sérieSTAND-BY

0 86 100 1
86%
Average Rating

Intenso, explosivo, emocional. O último arco de Dragon Ball Super antes do novo filme revela-se como uma despedida adequada para uma série bem amada para os fãs!

  • 86%

Comments