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Lucifer – 3×17/18 – Let Pinhead Sing!/The Last Heartbreak

Lucifer

CONTÉM SPOILERS!!!

Duas semanas. Dois episódios. Uma crítica conjunta. Geralmente, cada episódio de Lucifer não costuma trazer assim muita bagagem na transição de episódio para episódio. Daí de ser uma relativa surpresa que, apesar de dois casos um tanto ou quanto banais, algumas linhas narrativas conseguem ser transitadas de uma para a outra!

Em Let Pinhead Sing!, Lucifer (Tom Ellis) e Chloe (Lauren German) fazem todos os (im)possíveis para proteger a cantora Axara (Skye Townsend) de um atentado à sua vida, ao mesmo tempo que tentam solucionar o caso da morte de uma das suas cantoras de apoio. 

Ainda a recuperar de um caso de vida ou de morte no episódio Infernal Guinea Pig (podem ler a mesma crítica aqui), Lucifer tenta tudo ao seu dispor para poder afastar-se emocionalmente de Chloe. E aqui Lucifer entra em terreno perigoso, já que não é a primeira – e muito menos será a última – vez em que o nosso protagonista charmoso se tenta afastar da detetive, e os resultados são sempre os mesmos: no final do dia, Lucifer recebe uma lição de vida importante que bem sabemos que será descartada no episódio seguinte. Mas parece que esta lição, de não controlarmos quem está em nosso redor, poderá ser uma marca mais patente para Lucifer nos episódios.

Também houve tempo para mais um pouco de melodrama nas personagens secundárias, com o destaque a pairar em Linda (Rachael Harris) e Maze (Lesley-Ann Brandt), com a amizade entre as duas mulheres em risco de colapso graças ao caso amoroso entre Linda e Amenadiel (D.B. Woodside). Apesar de não terem o mesmo tempo de antena que Lucifer e o caso da semana, a cena final entre as duas pode ser considerada como uma das mais poderosas, em que ambas colocam todos os seus sentimentos (bons e maus) em pleno e que mostra o quão unidas estas duas eram. 

O mesmo não se pode aplicar a Pierce/Cain (Tom Welling), com este a resignar-se ao seu castigo de viver para sempre. No entanto, este personagem fica mais revigorado no episódio The Last Heartbrake, em que o Tenente da Polícia de Los Angeles junta-se a Lucifer e Chloe quando surgem imitações de uma série de homicídios que Pierce travou em plenos anos 50. A série não nos tem dado muitas hipóteses de explorar a história de Pierce ao longo dos anos, daí de ser interessante como Pierce era numa altura em que Lucifer ainda se encontrava no Inferno e Chloe nem estava para nascer. Vemos também uma das poucas hipóteses de Pierce encontrar uma história de amor cativante, mas cujo desfecho, apesar de inevitável, permanecer fiel à natureza isolada do personagem. 

Existe neste episódio algumas ramificações oriundas de Let Pinhead Sing!, com Lucifer a demonstrar ciúmes pela aproximação entre Pierce e Chloe. Esta mudança é uma das que mais ficou fincada no Diabo e que certamente, durante futuros episódios, irá fazer a diferença na dinâmica existente entre Lucifer e Chloe. 

O episódio ainda busca as ramificações da tensa relação entre Linda e Maze, com a última, a tentar recuperar à sua maneira do fim desta amizade (mesmo que isso implique uma sessão de sexo em grupo com uma banda ou fazer space brownies). Apesar de ser um passo para trás do desenvolvimento notável que a personagem tem vindo a testemunhar em episódios recentes, os motivos para tais ações correspondem à Mazikeen que temos vindo a testemunhar recentemente.

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76.5%
Average Rating

Raramente existem ligações diretas em episódios de Lucifer, mas estes dois são um caso especial.

  • Let Pinhead Sing!
    74%
  • The Last Heartbreak
    79%

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