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1986 – 1×06 – A Grande Depressão

A Grande Depressão

Depois do épico episódio que foi A Grande Festa, chega A Grande Depressão. Tiago (Miguel Moura e Silva) está tão em baixo que nem o ZX Spectrum o salva. Sérgio (Miguel Partidário) está em alta, depois de ter recebido uma resposta ao seu anúncio na Blitz. Eduardo (Adriano Carvalho) encontra Alice (Teresa Tavares), por acaso, e dá-se uma química entre os dois.

O episódio 1986 – 1×06 – A Grande Depressão

!Spoilers!

Os eventos da noite da festa da Marta (Laura Dutra) acabaram com a auto-estima do DJ Top Jackpot e lançaram o Tiago para um lugar escuro. Não sai de casa para além daquilo que é estritamente necessário. Não fala com ninguém, muito menos com o pai. Nada.

Sérgio, como excelente amigo que é, tenta animar o amigo. Ele acha que a situação da festa irá ser esquecida rapidamente e a vida do Tiago irá voltar ao normal. A sua própria vida, por outro lado, está prestes a mudar: o anúncio que colocou no Blitz obteve resposta. Sérgio acha que está um passo mais perto do fim da virgindade. Patrícia (Eva Fisahn) não só discorda, como toda a conversa a repugna. Mas na realidade tudo a repugna. É uma personagem estranha, que já se percebeu que praticamente tem duas vidas. Acredito que venha a ser uma das surpresas da série e que se vai desenvolver muito até final.

Tiago aproxima-se da “classe alta” da escola pelo seu talento para o desenho. Mas os motivos da sua ascensão, são também os da sua queda. Mas quem o salva é a Marta, o que prova que ainda se importa com ele.

Eduardo e Alice encontram pontos em comum.

Eduardo encontra Alice na fila do cinema. Vão por coincidência assistir ao mesmo filme e admiram o mesmo realizador. Para Eduardo não há provavelmente nada mais interessante numa mulher do que isso. No final do filme, a química é forte entre os dois, até que a política se mete no meio e a coisa não fica no ponto ideal… Mas tem pernas para andar.

!Fim de Spoilers!

Conclusão sobre 1986 – 1×06 – A Grande Depressão

Não era expectável que A Grande Depressão fosse melhor do que A Grande Festa. Mas a verdade é que foi uma excelente continuidade. Deixou para trás um dos pontos altos do enredo da série, criando já novos pontos de interesse para o futuro, conferindo continuidade e novos aspectos de relevo a cada personagem. Acredito que o foco na vertente “política” de Eduardo irá decrescer um pouco nestes próximos dois ou três episódios, em benefício de uma vertente mais afectiva. Alice e Eduardo vão acontecer. Não há dúvida disso. Será interessante ver o que isso causa na vida de Tiago. É esse o novo desafio do protagonista. Isso conquistar Marta, que apesar de se perceber que ainda se importa com ele, a realidade é que já teve mais pontos. Fernando nunca perdoará ao Tiago o que sucedeu na festa e isso pode ser um impedimento para a relação.

O crescendo dos personagens secundários

Sérgio e Patrícia vão também saindo da sombra para serem cada vez mais eles próprios protagonistas. É engraçado ver a dicotomia entre a Patrícia da escola e Patrícia de casa. Ainda não vi os episódios todos (vou escrevendo conforme vejo) mas tenho cá dentro uma teoria sobre a Patrícia e os anúncios do Sérgio no jornal. Quem já fez binge watching da série pode estar a rir-se de mim neste momento por eu estar enganado… Acredito, como já escrevi, que a personagem da Patrícia vai dar muito à série nos próximos episódios, tal como outras personagens que estão mais na sombra. A mãe da Marta, por exemplo.

E assim, em estado de graça, como uma cinematografia que não é genial mas é interessante e interpretações muito boas quer dos mais conceituados, quer dos rookies, que 1986 continua a arrasar completamente.

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