Cinema Críticas

Crítica: Tomb Raider

Título original: Tomb Raider

Título: Tomb Raider

Realizador: Roar Uthaug

Elenco: Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins

Duração: 118 min

O pai de Lara Croft desapareceu numa das suas aventuras secretas que se desenrolavam na vida paralela que levava. Desde então, Lara para ter acesso à sua herança, só precisa de assinar a documentação a confirmar o óbito de Richard Croft, e assim aceitar a morte do mesmo (coisa que se recusa a fazer há mais de 7 anos).

Essa recusa, leva-a a ter uma vida onde precisa de trabalhar no duro para conseguir tomar conta de si mesma. Até ao dia em que decide tomar uma decisão e, graças isso, a sua vida muda drasticamente.

Como fã dos jogos Tomb Raider, é difícil desgostar de um filme da saga, mas não é difícil encontrar falhas que poderiam ter sido evitadas.

Neste reboot no papel de Lara Croft contamos com a atriz, já premiada com 1 óscar, Alicia Vikander.
Face à escolha de Angelina Jolie para a primeira adaptação do jogo ao grande ecrã (atriz que se tornou icónica face às semelhanças com a Lara Croft dos jogos e não só), Vikander foi uma escolha que ao início aparentava ser estranha (hard to let Angelina Jolie go), mas acabou por se mostrar à altura do papel.

O problema? É verdade, infelizmente há um problema grave que impediu este reboot de Tomb Raider se tornar num bom filme e, por sua vez, um bom arranque para esta nova saga, com Alicia Vikander na pele de Lara Croft.

O problema foi mesmo a forma como a introdução de Lara Croft foi feita, a forma como a história da sua vida foi apresentada e trabalhada e a forma como o filme se desenrolou.

O background de Lara como multi-milionária oprimida, foi desinteressante e com a introdução de demasiadas personagens (muitas mais do que eram necessárias) sem necessidade/objectivo, acabou por complicar e tornar o início do filme desorganizado.

Outro problema é que Tomb Raider é um misto de aventura e acção onde Lara Croft é a personagem análoga a Indiana Jones (só para contextualizar). E este filme o que tem a mais em acção (que não é muito, para ser franco), tem a menos em aventura, roubando alguma personalidade ao filme.

Para além da falta desse equilíbrio entre acção/aventura, falhou também o mistério. O que Lara Croft foi solucionando ao longo do filme para conseguir pistas que desbloqueassem o passo seguinte, podia ter sido melhor trabalhado.

Com isto tudo, todo  o filme sofreu e a fórmula não resultou como deveria.

Temos como pontos positivos as sequências de acção, que apesar de poucas, foram boas e Alicia Vikander.

O maior foi Alicia Vikander não ter precisado da sexualização extrema, característica de Lara Croft (que Jolie “sofreu”), para cativar o público em geral.

Em contra-partida, precisou de trabalhar muito a nível físico para este filme e os resultados estão à vista. Tivemos com Vikander uma Lara Croft extremamente atlética e à altura de todas das sequências de acção do filme (ao nível de um atleta de alta competição).
De salientar também o quão óptima actriz é que, com o seu desempenho como Lara Croft pode muito bem ter salvo o filme de ser um fracasso.

Desta vez fui ao cinema por ser Tomb Raider, da próxima vou por ter Alicia Vikander como protagonista.

Trailer | Tomb Raider

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