Cinema Críticas

Crítica: Braven

Braven

Título: Braven
Realizador: Lin Oeding
Elenco: Jason MomoaGarret DillahuntStephen LangJill Wagner, Sasha Rossof
Duração:
 94 minutos

Jason Momoa. O ator havaiano ficou conhecido mundialmente conhecido graças à sua performance como Khal Drogo na série Game of Thrones. E essa fama continuou a aumentar no momento em que ele se tornou na nova versão de Arthur Curry/Aquaman no filme Justice League (sim, o cameo em Batman v Superman: Dawn of Justice não conta). No entanto, o ator vai encontrando alguns papéis em filmes que simplesmente não respeitam as suas capacidades. Este Braven, que marca a estreia de Lin Oeding na realização após anos por detrás das câmaras televisivas, é exatamente um destes casos. 

No filme, Momoa interpreta Joe Braven, um lenhador que opera em Blue Mountain, no Canadá. Joe também é um homem de família, com a caçadora Stephanie (Wagner), a filha Charlotte (Rossof) e com o seu pai, Linden (Lang), com este a sofrer de demência. Tudo corria bem até ao dia em que Joe, juntamente com o seu pai, encontra pacotes de droga na sua cabana na floresta. E assim, Joe vê-se numa batalha de sobrevivência contra Kassen (Dillahunt) e os seus capangas, que farão de todo para reaver a droga.

Uma coisa tenho de tirar o chapéu ao filme: rodar o filme nos bosques canadianos repletos de neve dão toda uma nova dimensão ao filme. Existe aquela sensação de haver conflitos no meio de nenhures que dá outra vertente aos quais não estamos habituados a ver. A própria banda-sonora também não chega a ser intrusiva; aliás, apenas ajuda a estabelecer melhor a atmosfera do filme.

E depois temos o próprio Momoa. Já estamos habituados ao ator oferecer performances em que fica a parecer um badass sem esforço, ao mesmo tempo que mostra um lado mais emocional que o esperado. E Braven não é uma exceção: por um lado, vemos o seu lado mais paternal junto das mulheres da sua vida, ao mesmo tempo que vemos a face de um filho desamparado que não sabe o que fazer com o seu pai. E estas facetas suplantam quaisquer cenas de ação que o ator executa (e que, mais uma vez, tornam a não desiludir).

No entanto, nem mesmo as paisagens nebulosas do Canadá e um Jason Momoa impressionante conseguem salvar este filme de ação de se tornar medíocre. O enredo do filme assemelha-se perigosamente com um daqueles filmes típicos de ação em que mais facilmente encontrávamos atores como Chuck NorrisSteven Seagal ou Jean-Claude Van Damme. Os próprios vilões, inclusive os capangas, são as caras chapadas de vários estereótipos do género. Mas o calcanhar de Aquiles é o ritmo do filme, com o fator “ação” apenas arrancar quando o filme vai a meio da sua duração.

Felizmente, Momoa não vai sair deste filme com a sua reputação manchada (lembrem-se que o filme a solo de Aquaman sai no final deste ano). No entanto, Braven é daqueles filmes de Domingo à tarde que pode muito bem ser visto uma vez e esquecido logo de imediato.

Trailer: Braven

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