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Agents of S.H.I.E.L.D. – 5×13 – Principia

Agents of S.H.I.E.L.D.

CONTÉM SPOILERS!!!

Recuperados do 100º episódio de Agents of S.H.I.E.L.D.? Pois bem, após esse marco, a série está de volta para novas missões para salvar o mundo!

rift aberto na semana passada (para a dimensão do medo) está a ameaçar reabrir-se novamente, daí de Coulson (Clark Gregg) e companhia andarem à procura de Gravitonium para solucionarem esse problema. 

Fundo no fundo, o conflito desta semana foi bastante básico, no sentido em que temos uma equipa de agentes à procura de um McGuffin sem qualquer tipo de resistência. Vemos a equipa a debater as várias soluções possíveis para o problema em mãos, as dificuldades de última hora que encontram, etc.

Face a estes problemas de enredo básico, é nas personagens que o episódio se foca. E nessa vertente, Principia sai a ganhar. O destaque para humor vai para Mack (Henry Simmons), uma vez que a busca pelo Gravitonium faz com que este cruze caminhos com Tony “Candy Man” Caine (Jake Busey), um ex-colega da Academia conhecido por arranjar de tudo. Apesar de este personagem ter oferecido pouco mais do que um novo par de olhos frescos, deu para observarmos mais um pouco sobre o passado de Mack, desde o facto deste ter sido sempre certinho até ao seu gosto pessoal em termos musicais (que deu azo para várias piadas à custa do MC Hammer). Pode ser um desenvolvimento básico, claro, mas é nas pequenas coisas que se encontra a riqueza do desenvolvimento das personagens. 

No outro lado do espectro, temos Yo-Yo (Natalia Cordova-Buckley), que se encontra a recuperar dos seus ferimentos. Apesar disto tudo, o peso do conhecimento do futuro começa a pesar na personagem, num momento de partir o coração, mas que também realça a necessidade de os personagens serem bem sucedidos na sua missão anti-apocalíptica. 

Ainda pelo meio tivemos mais um pouco de tempo de antena com Deke (Jeff Ward). A primeira metade da temporada pode não ter-lhe feito muitos favores, mas isso mudou por completo quando o sobrevivente chegou ao futuro. A partir desse momento, o personagem tem-se revelado como uma fonte de bom humor para a série, e este episódio não foi exceção, com Deke a maravilhar-se com as mais pequenas coisas, desde um jogo de basebol com o recém-casado Fitz (Iain De Caestecker) ou o toque saboroso dos Twinkies. Mas também o episódio reservou-lhe uma valente surpresa que certamente o apanhou desprevenido e que poderá dar um novo rumo para a personagem. 

Ainda houve tempo de antena para explorar o lado da General Hale (Catherine Dent). Desta vez, a antagonista obteve um novo recruta, e é um velho conhecido: Werner von Strucker (Spencer Treat Clark). O personagem pode não ter causado uma grande impressão quando fez a sua estreia há três temporadas atrás, mas parece que a temporada corrente veio modificar tudo, agora com Werner a conseguir lembrar-se de tudo e mais alguma coisa. Um asset que Hale deseja explorar a todo o custo, mesmo usando os dotes “sedutores” de Ruby (Dove Cameron) para esse efeito. Ainda tenho aquele receio de que Cameron poderá não estar à altura dos desafios, medos esse que deixei expostos há duas críticas atrás (se quiserem recordar-se, podem ler essa crítica aqui). No entanto, este episódio parece que veio remediar levemente esses medos, com Ruby a revelar-se como uma mente brilhante e manipuladora, além de também ter a sua própria ambição. Se General Hale pode estar a exibir falhas claras como antagonista principal da temporada, pode ser que, dado o facto de Agents of S.H.I.E.L.D. ter o hábito de ter os seus twists, Ruby possa sofrer uma mudança interessante num futuro próximo. 

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Os personagens de Agents of S.H.I.E.L.D. conseguiram salvar um episódio com um enredo básico.

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