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A.I.C.O.: Incarnation – Season Finale – 1ª Temporada

A.I.C.O.

Depois do sucesso que foi Devilman: Crybaby, ou até mesmo B: The Beginning, podemos dizer que esta nova aposta da Netflix, em animes, tem vindo a surpreender. No entanto, será que podemos dizer o mesmo de A.I.C.O.: Incarnation?

Antes de averiguarmos se corresponde às expectativas, uma pequena contextualização. A.I.C.O.: Incarnation, passa-se em 2035 no Japão, onde uma pesquisa no campo da inteligência artificial provocou uma grande explosão, que deu origem a uma nova forma de vida, apelidada de Matter. Dois anos depois, Aiko Tachibana, uma rapariga que perdeu a sua família num acidente, com a transferência de um novo aluno, Yuuya Kanzaki, descobre a verdade por detrás do seu corpo. A única maneira de resolver este mistério é ir até ao centro da explosão.

O MELHOR:

A verdade é que A.I.C.O.: Incarnation, tem os elementos certos para ser um anime que mereça destaque. Todavia, fica muito aquém dessa concretização, como será visto adiante.

Pelo lado positivo, acaba por captar a essência do ser humano num cenário de desastre nacional. Desde o governo e cientistas que querem proteger e continuar a pesquisa até então conseguida, ao homem que quer reverter a situação. Com efeito, faz-nos reflectir sobre a própria IA e as suas limitações.

O PIOR:

É um pouco triste continuar a ver a típica personagem feminina frágil. De uma forma geral, Aiko é completamente inútil até, sensivelmente, ao 6º episódio, onde finalmente começa a ganhar alguma força como personagem principal. Desde o início, acompanhamos esta personagem a desmaiar e a pôr uma equipa em perigo desnecessariamente. Torna-se repetitivo, e as próprias cenas de acção o são.

Num anime que peca muito pelo desenvolvimento das restantes personagens, existe ainda outro problema que não abonou a favor do mesmo.
Passamos 7 episódios a ver uma equipa a lutar em mechas com esta forma de IA, Matter, num ciclo vicioso onde nem sequer obtemos grande informação. Um anime de mistério é sempre bem vindo e apreciado, no entanto, somente no 8º episódio é que somos bombardeados com um plot twist. Não me entendam mal, como disse, são apreciados, mas quando estamos condicionados a 12 episódios, deveria ter havido uma melhor gestão do desenvolvimento do enredo. No geral, A.I.C.O.: Incarnation, tem os elementos certos e uma história que teria sido interessante explorar em mais do que uns meros 4 episódios.

Estado da série: STAND-BY.

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