Cinema Críticas

Crítica: Verónica

Nome: Verónica
Título Original: Verónica
Realizador: Paco Plaza
Elenco: Sandra Escacena, Bruna Gonzáles, Claudia Placer, Iván Chavero, Ana Torrent
Duração:
 105 minutos

Verónica é um filme de terror espanhol realizado por Paco Plaza, e conta-nos a históriade uma adolescente, Verónica, que vive em Madrid em 1991. Após a morte do seu pai, Verónica tenta contactar com o mesmo através de um tabuleiro Ouija. No entanto, esta invoca um demónio, e agora cabe-lhe a responsabilidade de proteger a sua família.

Então, como se saiu Verónica? Com a inicial classificação de 100% no Rotten Tomatoes, julgáva-se que o filme seria extraordinário. Sim e não. O filme não mereceu a classificação de 100% no Rotten Tomatoes, mas está muito acima dos clichês filmes de terror com tabuleiros de Ouija.

Verónica poderia ser considerado genérico e muito fácil de se esquecer, especialmente porque não traz nada de novo ao estilo de filme que é. No entanto, onde falha em originalidade compensa com a execução e prestações dos atores.

Verónica é um filme muito bem elaborado, muito bem gravado e com efeitos sonoros incríveis. Há muitas cenas lentas que Plaza utiliza para criar tensão que funcionam lindamente. Mas onde o filme brilha é no seu realismo. Os sons da cidade, dos vizinhos, dos irmãos, tudo isto é tão bom que dá um sentido de imersão ao espectador fantástico, de modo a esquecermos que estamos a ver um filme. Outra razão é que o perigo em Verónica parece ser muito mais real e assustador porque a história é centrada em crianças. A personagem mais velha do filme é Verónica, que com 15 anos tem que tomar conta dos seus irmãos mais novos porque a sua mãe trabalha sem parar. O drama familiar é tão cru que se torna realista e não algo forçado na tela, e isto é uma das razões que ajuda o filme a ascender sobres os restantes do mesmo estilo.

As prestações também são excelentes. Todas as crianças no filme têm um desempenho fantástico, mas sem dúvida que a coroa vai para Sandra Escacena. A sua paranóia e medo são palpáveis a toda a hora, com um nível emocional tão elevado que faz com que o filme pareça real e genuíno. Não deixando também de atribuir o devido crédito aos restantes atores menores, que têm uma prestação fantástica e bastante realista e adorável.

Contudo, o filme não é perfeito, e o enredo é a sua maior falha. Não posso condenar muito, sendo que é baseado numa “história verídica”, mas deixa sempre a sensação de que já o vimos antes. O enredo é, no entanto, bastante banal, e por causa disso facilmente o espectador consegue adivinhar tudo o que vai acontecer. Há sem dúvida algumas sequências de tensão e algumas imagens arrepiantes no filme que são seguidas pelo previsível jump scare, mas muitas das cenas são genuinamente bem construidas.

Concluindo, Verónica é um bom filme, considerando o enredo clichê, mas com prestações bastante boas, cinematografia e efeitos sonoros fantásticos. Será sobrevalorizado? Sim, mas é sem dúvida um filme que um bom amante de terror pode apreciar e se focar no aspeto humano da história, que é ultimamente o objetivo do realizador.

Trailer | Verónica

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