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Jessica Jones – 2×08 – AKA Ain’t We Got Fun

Jessica Jones

CONTÉM SPOILERS!!!

Desde a revelação da identidade da personagem de Janet McTeer como Alisa Jones, a “falecida” mãe de Jessica (Krysten Ritter) que a série parece ter ganho um novo fulgor, uma nova perspetiva nos eventos anteriores da temporada. No entanto, ainda persistia a grande pergunta: agora que o segredo está ao descoberto, como será a dinâmica entre as duas Jones? Bem, parece que este episódio de Jessica Jones ofereceu um pequeno cheirinho do que poderemos esperar daqui para a frente!

Muito convenientemente, Malus (Callum Keith Rennie) conseguiu escapulir-se com vida, deixando mãe e filha para conduzir grande parte do episódio. E é precisamente nesse campo que o episódio sai bastante a ganhar. A dinâmica pode parecer um tanto ou quanto familiar – um parente há muito ausente regressa com esperança de reatar os velhos laços com o seu ente querido, e esse mesmo ente que se encontra na clássica fase da negação. No entanto, isto é Jessica Jones, onde quase todas as personagens presentes têm sempre alguma one liner sarcástica na ponta da língua (nesse campo, Ritter continuar a ser rainha incontestada). Portanto, existem imensas trocas de farpas entre as duas, o que traz alguns momentos de leve tensão, mas também de algum humor surpreendente (inclusive uma referência à prisão que vimos em Captain America: Civil War, outra maneira de nos recordem que Jessica Jones e as restantes séries da Marvel/Netflix permanecem dentro da mesma continuidade que a UCM). Ainda que só tenhamos visto apenas um vislumbre sobre  a sua relação, a verdade é que já se nota numa química clara entre Ritter McTeer. A ver vamos se esta tendência se irá manter durante os próximos episódios. 

Dada a qualidade deste segmento familiar, seria inevitável pensarmos que os restantes subplots não tivessem o mesmo brilhantismo. Um receio que se viria a confirmar: Trish (Rachael Taylor), apesar de estar num trajeto que promete ser interessante para a personagem, pouco ou nada fez neste episódio; Malcolm (Eka Darville), de forma a poder manter-se ocupado (e, desta forma, ocupar tempo de antena a Jessica Jones), prossegue o seu trabalho como “sócio” de Jessica e faz desenvolvimentos como aspirante a detetive privado (e já a mostrar sinais de humildade e… manipulação?). 

Mas o grande insulto do episódio vai para Jeri (Carrie-Anne Moss). Sim, é verdade que, no contexto da temporada, é normal vermos a “melhor advogada de Nova Iorque” num estado mais frágil que o habitual. No entanto, e tal como a própria diz a certo tempo, ela não é estúpida. Daí de ser um bocado irónico vermos a personagem a cair no que parece ser uma esparrela bastante óbvia. A velha Jeri jamais cairia numa possível falcatrua como um “curandeiro milagroso”. Mas por outro lado, isto pode ser uma lição de moral para a advogada com o decurso da temporada. A ver vamos. 

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Uma dinâmica mãe-filha é o assunto que domina este episódio de Jessica Jones, com resultados mais do que satisfatórios.

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