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The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story – 2×07 – Ascent

American Crime Story

CONTÉM SPOILERS!

Continuando com o regresso ao passado à medida que os episódios avançam, desta vez vamos talvez, até ao começo de tudo e com a família Versace a ganhar mais espaço de antena como já todos andavamos a pedir.

Gianni (Edgar Ramírez) está doente e quer Donatella (Penélope Cruz) mais envolvida no negócio, visto ser ela a cara de tudo quando este partir. Ela, não aceita a iminente morte do irmão e aqui, as divergências surgem. Por muito que ele queira que ela tenha destaque e assuma o legado, a irmã não acha ser capaz, delegando funções para outros trabalhadores da empresa.

O melhor momento do episódio é sem dúvida a gala do 100º aniversário da Vogue. Usando uma vestido criado pelos dois, Donatella arrasa na passadeira vermelha, atraindo todas as atenções para si. Como Versace diz: “O vestido não é o legado, tu és” e, penso que aqui, é quando se dá realmente a viragem e a mulher percebe do que realmente é capaz. Ainda assim, a indumentária não vende como era de prever, depois do sucesso e Gianni não entende que o vestido era efetivamente too much, algo incrível de apreciar mas difícil de vestir, seja em que ocasião for.

Sem dúvida que o episódio só ficou a ganhar com todas as cenas entre estes dois. Que maravilha é ver tanto Ramirez como Cruz atuarem. A química, a maneira como interpretam o texto, tão próximo da realidade e, principalmente ela, tomou conta de Ascent. FINALLY!

Voltando à história do grande protagonista desta temporada, Andrew Cunanan (Darren Criss), vemo-lo de uma maneira completamente diferente do que até agora. Trabalhador, vive com a mãe, que ajuda com todas as contas. Mas falta algo. Sonha com algo. Sonha com o estrelato, sonha não viver com o gelado de marca branca para o qual há dinheiro em casa. E por isso, depois de ser abordado nesse intuito, inscreve-se numa agência de acompanhantes. Infelizmente, não serve para isso, começando a atuar em nome próprio e, dando aqui início, ao rapaz manipulador e mentiroso que já vamos conhecendo.

Envolvendo-se no meio, acaba por conhecer Norman (Michael Nouri), que já haviamos conhecido e Lincoln (Todd Waring), um amigo deste que demonstra interesse imediato. Cunanan manipula-o e passa a ter a vida com que sempre sonhou, rodeada de luxos e ostentação. Numa dessas suas noites boémias, vemos finalmente como conheceu David (Cody Fern) e a maneira como a sua relação surgiu. A maneira como tudo nos é mostrado, acho que revela que o assassino realmente gostava dele, pelo menos no início.

O grande choque e, a meu ver, o arranque para a onda de mortes é sem dúvida, quando Cunanan assiste ao homicídio de Lincoln. Perceber como é matar, como há maneira de fugir, porque homens gay não eram importantes. Foi o despoletar de tudo e talvez uma crítica para o que, ainda hoje é possivel de acontecer.

P.S: tivemos ainda direito a uma referência portuguesa, numa das mentiras do serial killer. Então não é que Da Silva, o apelido que ele inventa a Norman, vem do pai português? Foi giro.

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Continuando com o regresso ao passado à medida que os episódios avançam, desta vez vamos talvez, até ao começo de tudo e com a família Versace a ganhar mais espaço de antena como já todos andavamos a pedir. 

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