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Jessica Jones – 2×01 – AKA Start at the Beginning

Jessica Jones

CONTÉM SPOILERS!!!

Das séries que a Netflix e a Marvel entregaram nos últimos anos, pode-se considerar que Jessica Jones é o claro chamariz do grupo. Séries como DaredevilLuke CageIron Fist ou The Punisher podem ter deixado a sua marca, para o bem ou para o mal, mas estas possuem algumas semelhanças inegáveis. O mesmo não se aplica a Jessica Jones, que se revela completamente diferente das “irmãs” por adotar um estilo do neo noir, uma protagonista carismática mas com as suas falhas e, com certeza, uma abordagem diferente ao mundo dos super-heróis da Marvel. Dado o seu sucesso gigantesco, era apenas uma questão de tempo até a série regressar com a sua segunda temporada. E três anos depois da sua estreia mundial – e um crossover na mini-série The Defenders – Jessica Jones está oficialmente de volta! E fazer essa estreia no Dia Mundial da Mulher é muito mais do que adequado; é a cereja no topo do bolo!

Permitam-me começar esta crítica ao episódio de estreia com aquela que, para mim, parece ser a grande falha do episódio: o ritmo. Normalmente, o episódio inicial de uma nova temporada serve o propósito de apresentar algumas pistas sobre o novo desafio a superar. E embora seja bem sucedido até a um certo ponto, a verdade é que o episódio demora o seu belo tempo a desenvolver este novo conflito.

Apesar disso, AKA Start from the Beginning serve como uma espécie de catch up com os nossos protagonistas a quem dissemos um “até já”. O grande chamariz, claro está, é a própria Jessica Jones (Krysten Ritter). Apanhamos a detetive privada de volta ao ativo, mas com uma diferença clara: a sua clientela está a par do seu estatuto de super-heroína vigilante! Um estatuto que a própria repudia a cada gole de whiskey ou one liner sarcástica. No entanto o episódio mostra uma Jessica ainda a recuperar da experiência traumática que passou na temporada anterior (sim, a temporada, por agora, está a ignorar os eventos decorridos em The Defenders). Este primeiro episódio parece apontar o facto inegável de esta temporada ser o mais pessoal para a personagem principal. 

Ainda que com menor tempo de antena, também acompanhamos a mini-jornada de Trish (Rachael Taylor). Apesar do sucesso relativo que esta tem com o seu Trish Talk, esta ainda é bastante ligada ao seu passado como Patsy Walker, a personagem infantil que a definiu. Ao que dá a entender, esta temporada poderemos ver a maior aliada de Jessica a tentar definir-se a si mesma no agora, ao invés de estar ligada a algo que a definiu no seu passado. 

Também houve espaço para visitarmos Jeri (Carrie-Anne Moss). Embora o seu enredo não esteja a entrar em contacto com a de Jessica (por agora), o seu subplot possui alguma ressonância com a sociedade atual. Nos últimos tempos, escândalos sobre casos amorosos em ambiente laboral têm surgido nos tablóides. Os mesmos foram protagonizados por homens, na sua maioria. Dito isto, foi interessante vermos a inversão de papéis neste episódio, com Jeri a ser alvo de um caso de assédio sexual com uma assistente. 

Como em todas as séries, as novas temporadas, além de revisitar alguns velhos conhecidos, também dá oportunidade de conhecermos algumas caras novas. No caso de AKA Start from the Beginningessa “honra” pertenceu a Pryce Cheng (Terry Chen), o novo concorrente profissional de Jessica; Oscar (J.R. Ramirez), o novo porteiro do edifício de Jessica; e Griffin Sinclair (Hal Ozsan), um jornalista e também o novo interesse amoroso de Trish. 

Não era bem o regresso de Jessica Jones, mas dá-se ao trabalho, ainda que um pouco lentamente, de estabelecer os velhos conhecidos, mostrar algumas caras novas, e preparar para o que aparenta ser uma temporada bastante pessoal para Jessica e companhia.

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Apesar de um ritmo mais lento que o habitual, Jessica Jones está de volta e traz toda a sua aura característica.

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