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Homeland – 7×04 – Like Bad at Things

Homeland - Like Bad at Things

Com Like Bad at Things, Homeland mostra que nesta temporada o ritmo é mais forte que nas anteriores. É um episódio marcante não só para a temporada actual, mas para uma narrativa que já vem da temporada anterior.

Depois de um terceiro episódio que tirou o pé do acelerador e deambulou um pouco por território cinzento, em Like Bad at Things acontecem efectivamente coisas de enorme relevo. O episódio acompanha os dois principais arcos do momento actual da série. De um lado Carrie Mathison (Claire Danese do outro Saul Barenson (Mandy Patinkin). Ambos se ligam, por razões diferentes, ao mesmo ponto nevrálgico: a Casa Branca.

Carrie está na sua luta pessoal para tentar perceber as ligações de Wellington (Linus Roache e Simone Martin (Sandrine Holt) à morte do General Jamie McClendon (Robert Knepper) naquela fantástica cena final do primeiro episódio. A sua busca leva-a a um posto onde descobre que Simone fez movimentos financeiros pouco abaixo do limite legal. Essa cena é um dos pontos altos do episódio. Carrie cria uma história baseada na sua própria situação para levar o caixa a revelar dados das transferências. A reacção do personagem atrás do balcão leva Carrie a perceber muito sobre a sua própria situação. É uma cena quase caricata, mas de muito relevo para a personagem de Claire Danes.

O destaque do episódio tem de ir para o impasse entre Saul e O’Keefe (Jake Weber)  que fecha um capítulo importante em Like Bad at Things. Após um infeliz situação em que J.J. Elkins (Colton Ryan) é atingido a tiro pelo FBI, a situação escala muito rapidamente. Saul tenta chamar O’Keefe à razão, mas naquele escalar de tensão apenas mais uma forma de inflamar os seus apoiantes. Para além disso, O’Keefe tem plena noção de que não controla minimamente o grupo de rebeldes.

Neste ponto a série aborda de uma forma inovadora e inteligente a questão das fake news e a influência que têm quer na opinião pública quer nos próprios intervenientes neste tipo de situações de tenção. Um jornalista infiltra-se no hospital onde J.J. Elkins está a ser tratado e consegue uma fotografia que, inserida no contexto ideal, transmite uma mensagem que não é a verdadeira. Fake News no seu expoente máximo. Pensando que J.J. estava morto, os rebeldes e o FBI entram em confronto armado, com um fim trágico e com O’Keefe finalmente detido.

Conclusão sobre Homeland: Like Bad at Things.

Like Bad at Things é o melhor episódio de Homeland numa temporada que tem sido de grande qualidade até agora. Neste episódio o foco sai um pouco de Carrie e passa para Saul, por força das circunstâncias da própria história. Para além disso é patente, e muito bem feito, o esforço no sentido de transferir para episódio situações da actualidade da América, como a questão das Fake News e a forma como podem influenciar as decisões políticas e a opinião pública

Por fim, dizer que a cena final do assalto do FBI ao reduto rebelde é muito boa. Consegue transmitir a ideia da intensidade dos combates sem os mostrar directamente e no fim vemos a destruição e a morte que resultaram daí pelos olhos do próprio O’Keefe, em alguns planos POV, feitos seguindo religiosamente as regras e de forma perfeita. Homeland está aí com grande força. Está no auge.

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