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The Flash – 4×15 – Enter Flashtime

The Flash

CONTÉM SPOILERS!!!

O episódio anterior de The Flash foi um fracasso autêntico, e nem mesmo avançar medianamente com a ameaça de DeVoe ajudou nessa vertente. Portanto, é um bocado irónico que Enter Flashtimeum episódio que pode ser considerado como filler, tenha acabado por se revelar como um dos episódios mais sólidos de uma temporada díspare.

The Flash sempre nos habituou a uma fórmula familiar semana após semana, portanto é invulgar termos um episódio que vai quebrando essa corrente. E é isso que melhor descreve o episódio desta semana. Em vez de vermos Barry (Grant Gustin) e companhia limitada terem de lidar com o meta-humano da semana, vemos apenas Barry numa corrida contra o tempo para tentar impedir uma bomba nuclear. Mas Barry não está sozinho neste conflito, já que conta também com a ajuda de Jesse (Violett Beane) e Jay (John Wesley Shipp). 

O episódio também explorou um poder interessante de Barry: o Flashtime, ou seja, aquilo que Barry observa sempre que está a correr. No episódio The Trial of the Flashvimos o personagem a partilhar a sua velocidade somente pelo toque. E este episódio explorou melhor esta nova função, o que justificou o uso de alguns dos membros do elenco secundário, se bem que, na vista geral da coisa, o seu esforço pouco ou nada trouxe de novo.

Esta semana pertenceu, claramente, a Grant Gustin. Nesta quarta temporada – e na série em geral – foi muito raro encontrarmos um evento que coloque Barry à prova em termos físicos e mentais. E foi isso mesmo que o episódio nos concedeu; por cada solução que o herói tentou encontrar para salvar o dia, também teve direito a uma dose de frustração pelo meio. Não são todos os dias que vemos Barry perto de perder as estribeiras, de perder a esperança. E ainda que tenha, previsivelmente, salvo o dia, um Barry desesperado sempre ajuda a expandir o personagem.

Também houve espaço para um subplot, desta feita sobre a relação complicada entre Jesse e Harry (Tom Cavanagh). Já se sabia que esta versão do personagem não exatamente uma das mais preferidas dado a sua casmurrice inerente. No entanto, Harry é também uma personagem repleta de tragédia, e este episódio ajudou a oferecer uma espreitadela – literalmente – à mente do personagem. Não é um costume vermos um lado mais sensível de Harry, mas é uma mudança sempre bem-vinda.

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