Dos Quadradinhos à Grande Tela Rubricas

O papel crescente da Mulher

O papel crescente da Mulher

8 de Março. Para muita gente, este dia pode muito bem ser um dia como outro qualquer. Uma quinta-feira que se pica o cartão para trabalhar. Um dia para se cuidar dos mais novos. Um dia para frequentar as aulas. Mas 8 de Março não é um dia qualquer; 8 de Março assinala o Dia Internacional da Mulher! E considerando as épocas conturbadas que se estão a passar, mais valia deixar uma reflexão. Vou tentar ser o menos ofensivo possível para as leitoras.

Recentemente, vi um especial de stand-up do comediante Dave Chappelle na Netflix. E diverti-me imenso sobre a sua visão pessoal sobre a sociedade atual. Mas há um segmento do seu show que me queimou na mente. Infelizmente, é um segmento que não se encontra no YouTube, portanto, deixo um pequeno relato: nesse segmento, Chappelle fez um relato de uma das suas primeiras noites como comediante. Nesse caso, ele tinha feito uma boa quantia de dinheiro, quantia essa que guardava numa mochila. Em vez de alegre por ter ganho a noite, Chappelle partilha o quão assustado ele se encontrava. O público estava em completo silêncio. E eis que Chappelle remata com “Agora, imaginem que fosse uma mulher.”

O público dá uma ovação de pé!

Isto é apenas mais uma voz que se junta a muitas outras que tanto lutam pelos direitos de igualdade das mulheres. E mesmo assim, não chega. Nunca chegou. Desde os inícios da História que o Homem esteve sempre à frente dos grandes eventos históricos, com a Mulher atrás. Claro que se testemunhou em algumas exceções (penso na Rainha Isabel I de Inglaterra, a Rainha Vitória, a Rainha Isabel II…), mas essas mesmas enfrentaram por dificuldades oriundas de uma sociedade machista que não tinha qualquer receio de as objetificar, de a denegrir. Mesmo no século XX, essa tendência ainda se manteve, com a comunidade feminina a ficar relegada para o papel de mãe dona de casa, encarregue de cuidar das crianças, de preparar as refeições, entre outros papéis. Mas a 2ª Guerra Mundial veio mudar essa tendência. Enquanto os homens partiram para defender os seus territórios e ideais, as mulheres começaram a trabalhar nas fábricas, foram obtendo dinheiro para poderem sustentar as suas próprias vidas.

Foi um pequeno passo numa batalha que, surpreendentemente, viria a demorar várias décadas a concluir (ainda hoje essa mesma batalha está a decorrer). Por cada mulher que foi adquirindo a sua independência, muitas mais foram caindo nos velhos cordelinhos. No ano passado, algumas dessas histórias foram aparecendo à luz do dia com os vários relatos de casos de assédio sexual. Pode ter começado com as estrelas de Hollywood, mas depressa cada vez mais vozes começaram erguer-se perante as várias injustiças pelas quais passaram.

Posso ser apenas mais um homem entre vários, mas sempre vivi com uma filosofia de vida. Desde cedo, a minha mãe sempre me ensinou a tratar as mulheres com o devido respeito. E é nessa filosofia, de “não fazer mal a uma mulher, nem com uma flor”, que tenho vivido a minha vida de forma a mostrar o respeito para o sexo feminino em vez de tratar as mulheres abaixo de cão. Não me estou a defender, porque a minha opinião aqui não é importante, somente é mais uma voz masculina que se faz ouvir entre muitas e que mostra o apoio que de não se deixem calar pelas várias injustiças e que continuem a lutar com todas as vossas forças pela igualdade pela qual tanto sonharam

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