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B: The Beginning – Season Finale – 1ª Temporada

B: The Beginning

Realizado por Kazuto Nakazawa e Yoshiki Yamakawa, com produção da Production I.G (responsável por animes como Ghost in the Shell: Stand Alone ComplexBlood: The Last VampireBlood+ ou Attack on Titan), B: The Beginning é a mais recente aposta da Netflix no ramo do anime. Como será que esta aposta se saiu?

O MELHOR

Já lá vai algum tempo desde que vi um bom anime que se inserisse no género de murder mystery (desconheço se Death Note poderá inserir-se nessa categoria). Portanto, B: The Beginning é uma lufada de ar fresco na minha precoce experiência como crítico de animes.

Nesta curtíssima série de 12 episódios de 30 minutos cada, B: The Beginning toma lugar no reinado de Cremona (possivelmente roubando alguma inspiração à cidade italiana do mesmo nome). Keith Flick, um dos melhores detetives da pequena nação, é reinstituído na força policial local, a SIR (Serviço de Investigação da Realeza), para solucionar os vários relacionados com Killer B, um serial killer. Poderá este ser um caso simples de resolver para Keith? Ou existe uma maior conspiração na cidade?

O anime toma o seu tempo a tentar demonstrar o tipo de anime será. Mas quando atinge o seu spot ideal, começa todo um frenesim repletos de plot twists inesperados que certamente irão colocar o espectador no fundo do sofá. A série também não perde o seu tempo a tentar demonstrar a sua tonalidade. Ficam a saber, desde já, que esta é uma série bem carregada em termos temáticos, mas também no próprio grafismo. A tonalidade maioritariamente negra do seu espaço cénico ajuda a vender essa mesma ideia de negrume, mas B: The Beginning também não tem receio de enveredar por territórios mais chocantes. Violação, mutilação, litros e litros de sangue por jorrar, podem esperar de tudo um pouco. Junta-se a isto um enredo misterioso que, aos poucos, vai revelando as soluções ao grande enigma de uma forma um tanto ou quanto previsível, mas igualmente satisfatória.

Uma outra coisa que a série faz é tomar uma leve inspiração em Sherlock, no sentido de que a exposição de eventos ou personagens ou afins não ser feito apenas por trocas de diálogos, mas também pela representação gráfica dos mesmos, como se de um balão se tratasse.

Claro que nada disto serviria se não tivesse um leque de personagens credíveis a seu dispor. Keith Flick é, obviamente, o destaque da série. Todos os sinais apontavam-se como uma versão de Sherlock Holmes, no sentido de este ter uma perspicácia fora do normal, mas também com alguns tiques que lhe vão concedendo uma réstia de personalidade.

Lily Hoshina é também outro destaque, mas em campos diferentes, visto que esta, apesar de todo um negrume da série, traz sempre uma certa levidade à série.

O PIOR

A série não está exatamente isenta de defeitos. E aproveito a deixa para apresentar a personagem que menos deu para a série: Koku. Desde o primeiro episódio que se resolve um pouco do mistério sobre o jovem, prometendo uma resolução satisfatória sobre o seu passado misterioso. E embora tal se tenha registado, a verdade é que a sua construção condiz perfeitamente com o típico arquétipo do herói de anime com um passado sangrento. Simplesmente não adiciona nada de novo senão mais um adolescente perpetuamente zangado.

Já que estamos a falar dos personagens, o elenco secundário também ficou bastante aquém do esperado. Com um vasto leque por explorar, a série teve tempo suficiente para explorar cada um deles de uma forma satisfatória. O que se teve, infelizmente, foi toda uma enchente de estereótipos que podiam muito bem ter sido trocados que nem sentiríamos a sua falta.

Desconhece-se se a Netflix irá renovar B: The Beginning para uma segunda temporada.

Estado da série: STAND-BY

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Average Rating

B: The Beginning revela-se na segunda melhor aposta da Netflix em anime neste ano, apesar dos claros defeitos do seu elenco secundário.

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