Cinema Críticas

Crítica: Red Sparrow

Título: A Agente Vermelha

Título Original: Red Sparrow

Realização: Francis Lawrence

Elenco: Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts, Charlotte Rampling, Mary-Louise Parker

Duração: 139 minutos

Em Red Sparrow, Jennifer Lawrence é uma bailarina que sofre uma lesão que põe fim à sua carreira. Torna-se numa recruta duma agência de serviços secretos que treina jovens para usar os seus corpos e mentes como armas. Dominika concilia o poder que agora detém, com a sua própria vida.

Ao início, Red Sparrow parece um filme de espionagem moderno e sofisticado. A cena inicial é das melhores do filme, e estabelece situações crucias para o desenrolar da história. Mas rapidamente se percebe que o principal objetivo deste filme não é unicamente desenvolver e explorar estes acontecimentos, mas sim faze-lo no meio de várias cenas de soft porn. Damos por nós a ver cenas exageradas e desnecessárias que entopem o enredo. Este que é claramente preguiçoso porque perder demasiado tempo a tentar ser um filme sexy. Nada contra cenas de sexo, quando são necessárias para transmitir a mensagem e são feitas com classe. A questão é que além de a pesada aposta em cenas bem gráficas, qualquer desculpa serve para termos este tipo de momento. Alguém está a copiar a fórmula de Fifty Shades!

O pior é que isto é intencionalmente e exatamente o que Jennifer Lawrence e o seu realizador Francis Lawrence pretendiam. O que ainda desilude mais! Jennifer é uma atriz vencedora de, não um mas, vários óscares. Já é uma ótima atriz que não “precisa” deste tipo de papéis.

Outro aspeto altamente irritante neste filme é a representação da personagem de Lawrence como a melhor em tudo. Mesmo sem experiência e com um treino curto é mais inteligente que todos os outros. Também é enaltecida como a mulher mais bonita de todas com vários homens a fazer fila e dispostos a arriscar a carreira e até a vida por apenas uma oportunidade com ela. Claro que estes, inteligência e sedução, são ingredientes básicos em filmes que envolvem espionagem, mas não faz sentido a amplificação com que são atribuídos a uma só personagem.

As localizações são absolutamente de pasmar e não há como errar com musica clássica. Jennifer Lawrence volta a não desiludir na representação, arrasa em cenas de ação e a reviravolta final quase compensa todo o restante caos. O que reforça ainda mais tudo isto como um grande desperdício. Faz-nos pensar o quão bom este filme poderia ter sido se não tivesse optado pelo exagero! É claramente um erro a transição que a atriz está a tentar fazer para uma sex symbol.

Em conclusão, Red Sparrow era uma ótima oportunidade para a realização de um filme de ação e espionagem. Falha por abusar na sexualidade e enaltecer uma personagem feminina da pior forma.

Trailer – Red Sparrow

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