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How to Get Away with Murder – 4×13 – Lahey v. Commonwealth of Pennsylvania

How to Get Away with Murder
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CONTÉM SPOILERS! 

Não, não é brincadeira. O crossover entre Scandal e How to Get Away with Murder aconteceu mesmo e posso começar por dizer-vos que foi: INCRÍVEL! 

Confesso que vi apenas os episódios iniciais da série de Kerry Washington e, ainda que até tenha ficado entretido a vê-los, não foi o suficiente para me viciar e desisti. No entanto, o nome Olivia Pope não era de todo desconhecido para mim e fui sempre estando atento a todas as movimentações de uma das personagens femininas mais fortes da TV. Quando soube que esta se ia juntar a Annalise Keating (Viola Davis), ainda que só por um episódio, fiquei em êxtase. Só podia vir aí coisa boa.

Decidi ver primeiro o episódio de Scandal, para não falhar nada deste especial e ter oportunidade de ver mais vezes as duas feras juntas. Ainda que tenha mostrado o início da relação entre Pope e Keating e a maneira como conseguiram levar o caso ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos, mesmo contra todos os que tentaram impedir isto, o episódio foi morno e não me surpreendeu. Passamos depois para a série de Davis e aqui, as coisas melhoraram a olhos vistos. A relação entre as duas já é forte e segura e o objetivo delas agora é prepararem-se para apresentar a ação social e tentar trazer justiça à vida de todos os presidiários envolvidos, como o pai de Nate (Billy Brown).

Ainda que Olivia não fique propriamente feliz por Annalise recusar ajuda vinda de fora e por saber que o rosto do caso era o pai do ex-namorado, o certo é que a mentora sabe o que está a fazer e como ela diz: “estas são as minhas regras”. Enquanto vão tentando lidar com tudo o que está relacionado com o caso, as situações chocantes não páram de acontecer. O que foi aquilo com a Michaela (Aja Naomi King) e Marcus (Cornelius Smith Jr.)? A sério? Havia mesmo necessidade de estragar um casal por um momento no episódio? Não gostei.

Como se as coisas não pudessem piorar, a ex-mulher do Isaac (Jimmy Smits) ainda vem estragar tudo, revelando que este teve uma overdose e acusando Anna Mae, a mãe desta tem um momento de demência momentos antes dela entrar na sala de audiências e, ainda houve tempo para descobrirmos mais da relação de Wes (Alfred Enoch) e da mãe de Laurel (Karla Souza). Todas as personagens, ainda que o episódio se tenha focado na relação das duas titãs, conseguiram ter o seu momento e trazer alguma coisa para o desenvolvimento da história.

Quando Keating estava quase a desistir, não havia melhor pessoa que Pope para a trazer de volta à Terra, de a colocar no seu lugar e recordá-la da grande mulher que ela é. A atuação foi de alto gabarito e ainda que Washington me irrite ligeiramente na sua maneira de representar, trouxe exatamente tudo o que tinha de trazer para o episódio. De Viola não há muito a dizer. Soberba, soberba, soberba.

Foi impossível não me emocionar quando esta se apresentou ao Supremo Tribunal, o seu discurso, a sua força, a maneira como tocou toda a gente com o seu discurso e derrotou aquela “gentinha”. Lindo! Toda a crítica social envolvida, assim como a força das mulheres, foram realmente inspiradoras o decorrer do episódio e não poderiamos pedir mais.

Como se já não tivessemos com o coração aos pulos o suficiente, temos direito a um twist final. Bonnie (Liza Weil) liga a Annalise e diz algo como: “O Simon acordou”. HOLY SHIT! Ao contrário da maioria dos crossovers, acho que este foi bem conseguido, visto os mundos de ambas as séries serem perfeitamente conciliáveis. Aliás, acho que já deveria ter acontecido mais cedo. Ver Pope nesta trama era plausível e era giro termos visto o crescer da relação delas aos poucos. Ainda que tenha sabido a pouco, foi maravilhoso ver estes dois “monstros” juntos e arrasar por todos os lados. WELL DONE! 

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