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Counterpart – Midseason Finale – 1ª Temporada

Um Howard Silk, um burocrático com uma humilde carreira que visita a esposa em coma no hospital todas as noites, tem “olhos gentis”, segundo uma enfermeira. O outro Howard Silk, um espião sarcástico, já não. No entanto, estas duas personagens geneticamente idênticas, mas temperalmente muito diferentes, têm os mesmos olhos. Pertencem, sim, ao ator JK Simmons, cujo desempenho torna Counterpart aquela série de inverno perfeita para se deitar no sofá, com uma manta e num domingo à noite.

O MELHOR

Em Counterpart, existem fios soltos suficientes para fazer uma tapeçaria, mas a série parece empenhada em amarrá-los. Além disso, para episódios com 55 minutos, o ritmo é gratificantemente propulsor. Todos os componentes de um bom conto de realidade dividida estão lá: a construção contínua, gradual e paciente através de pistas contextuais, a maravilha da descoberta, a filosofia hipotética, e a retórica de um espião de thriller.

Na mais divertida confusão de “quem são eles agora”, JK Simmons é extremamente sensacional como Howard. No nosso mundo, existe uma mesquinha e cheia de obscuridade agência de espionagem de Berlim; numa dimensão paralela semelhante a Fringe, que é acessível por um portal, Howard é um herói de ação, um hard-guy. Quando este Howard alfa atravessa o portal em busca de uma assassino e conhece o Howard mais gentil (chamemos assim), ele está tão desgostoso quanto nós encantados.

Counterpart está bastante interessante em dualidade, extremamente curiosa tal como as duas partes de Howard que não poderiam ser mais diferentes (embora casados com a mesma mulher, papel interpretado por Olivia Williams). Sempre intrigados com as nuances do desempenho de especialista de JK Simmons, nunca esquecemos quem é quem (ou talvez sim, quando fingem ser um ou outro).

Na maior parte do tempo, o duplo papel serve o objetivo maior de Counterpart, o de contar uma história bem sucedida com a quantidade certa de what if’s no cérebro. E o show usa essas questões para acentuar uma história central alimentada por cenas mais básicas – quem está a atirar em quem? Como pará-los?

O PIOR

Na verdade, Counterpart tem o ínfimo ou nada de pior. Pelo menos por agora.

Counterpart é o show de ficção científica e espionagem que ninguém sabia que precisava. Quanto ao mistério, é uma série muito próxima de Lost – e é exatamente aí que deve estar.

O próximo episódio é já no próximo domingo. Não se esqueçam de acompanhar!

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  • É maravilhoso assistir a esta tournée de duplicação. Counterpart é altamente recomendável - bem feito, inteligente e habilmente criado para desencadear surpresas e reviravoltas. Aditivo e admirável. 
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