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The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story – 2×05 – Don’t Ask, Don’t Tell

American Crime Story

PODE CONTER SPOILERS!

Chegamos a meio da temporada e se, por um lado, temos a sensação que ainda há tanto para ver, por outro, já assistimos ao homicídio de todas as vítimas de Andrew Cunanan (Darren Criss). A maneira como a narrativa é contada, sem uma ordem cronológica, leva-nos a questionar quando nos será mostrada a parte mais interessante de uma história como esta: como começou tudo. Como este rapaz se tornou neste ser humano cruel e frio.

O episódio começa em Milão, com o regresso à antena da família Versace, de quem aposto que já todos sentiamos saudades. Gianni (Edgar Ramírez) revela a Donatella (Penélope Cruz) a sua intenção de assumir a sua homossexualidade perante o mundo, numa entrevista para a CBS News. A irmã revela-se contra esta opção, com medo do que isso poderá implicar para o império. Estamos nos anos 90, a sociedade ainda está cheia de preconceitos, mas o estilista não quer perder mais tempo, depois da vida lhe ter dado uma segunda oportunidade após a descoberta da sua “suposta” doença. Mas o homem está com ideias fixas e, durante a sessão fotográfica, chama Antonio (Ricky Martin), assumindo que estão juntos há já imensos anos. Todos os atores nos oferecem uma performance segura e incrível e enchem o ecrã ainda que durante pouco tempo.

Saltamos então para Minneapolis, onde nos focamos em Jeff Trail (Finn Wittrock), que vimos ser morto à martelada por Cunanan no episódio passado. O rapaz trabalha numa fábrica e vamos percebendo que foi, outrora, um oficial da Marinha, mas acabou por desistir por ser gay. A história salta uns anos atrás, onde Trail vive aparentemente feliz e realizado, mas que começa a ver tudo desmoronar quando salva um jovem de morrer espancado ao ser descoberta a sua homossexualidade. Isso despoleta as dúvidas nos seus colegas e superiores e a única solução parece ser desistir do sonho. Temos aqui direito a cenas duras, como quando tenta cortar a tatuagem da perna, achando que esta pode confirmar as suspeitas, ou quando, vestindo a sua farda, se tenta enforcar.

Somos presenteados também com o momento em que o assassino e a sua primeira vítima se conhecem num bar e o início do relacionamento deles. Jeff quer ser livre e toma a difícil decisão de abandonar o serviço e dar uma entrevista, onde ocultando a cara, conta tudo o que se passa na Marinha e toda a opressão que estes fazem contra os homossexuais. Tudo isto, enquanto vemos a forma como Versace se assume também, revela na perfeição aquilo que Murphy queria mostrar com esta trama. As dificuldades que os gays passaram para poderem viver livremente, assim como, tanto Trail como o estilista terem “saído do armário” e lutarem pela vida que queriam, para depois Andrew lhes tirar isso de um dia para o outro. Tudo isto culmina nas cenas que vimos na semana passada, com o assassino a roubar a arma do oficial e atrai-lo até ao apartamento de Madson (Cody Fern).

Tão bom ver o regresso de Finn Wittrock, que nos consegue cativar como sempre. As cenas finais com a chamada no correio de voz do pai dele a dizer que a irmã entrou em trabalho de parto, são de partir o coração. Até aqui, só conseguimos odiar Cunanan. A maneira calculista e sem escrúpulos como viveu os últimos anos, não nos deixa criar empatia por ele, por isso aguardo para que lhe seja dada alguma humanidade e que, consigamos criar algum tipo de laço com ele. E por favor, foquem-se nos Versace! Há ali tanto para espremer.

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Chegamos a meio da temporada e se, por um lado, temos a sensação que ainda há tanto para ver, por outro, já assistimos ao homicídio de todas as vítimas de Andrew Cunanan, aqui focado na vida da primeira, Jeff Trail.

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