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Star Trek: Discovery – 1×15 – Will You Take My Hand?

Star Trek: Discovery

CONTÉM SPOILERS!!!

Star Trek: Discovery conseguiu provar que ainda existe espaço amplo para uma série baseada na propriedade de Gene Roddenberry, e a verdade é que esta viagem provou ser uma verdadeira surpresa! Dito isto, a série chega ao fim esta semana, com este episódio desta primeira temporada. Mas será que teve uma aterragem graciosa?

Num ato de desespero para tentar terminar a guerra com o Império Klingon, a USS Discovery faz a sua travessia ao planeta Qo’noS (pronuncia-se Cronos, já agora) de forma a obter uma maneira de acabar com a guerra sangrenta. No entanto, e considerando que Phillippa Georgiou (Michelle Yeoh) está a cargo da operação, as tensões estão em alta do primeiro ato até ao terceiro. 

Star Trek sempre foi uma propriedade cujas aventuras andaram à volta na exploração de novos planetas e de novas culturas, conceito esse que Star Trek: Discovery também não fugiu bastante. E este episódio também não foi exceção a essa regra; neste caso em particular, residiu na exploração de Qo’noS, o planeta natal da raça Klingon. Já se teve direito a várias versões desse mesmo planeta (inclusive uma pequena visita no filme Star Trek Into Darkness). Mais uma vez, os produtores da série souberam jogar com as nossas expectativas já pré-concebidas: em vez de um planeta pronto para a guerra, vemos todo um arraial de raças e de estilos de vida concedem uma vida diferente a Qo’noS.

Estaremos dispostos a trocar os nossos valores pelos quais tanto lutamos para manter para termos uma hipótese em sobreviver? É uma ideia que Star Trek: Discovery conseguiu vender esta semana, com Burnham (Sonequa Martin-Green) a duvidar da legitimidade do plano da Federação. Isto corresponde em pleno com o crescimento que Burnham tem vindo a testemunhar desde o primeiro episódio, já que ela própria trocou os seus próprios valores por medo na series premiere, o que desencadeou todo o conflito presenciado na série até à data. Por isso, vermos a ex-mutineira a tomar uma decisão diferente só ilustra o quanto ela aprendeu com os seus erros. 

Aliás, este episódio foi toda uma prova do quão bem o elenco se aguenta. O destaque vai para Ash Tyler (Shazad Latif) que, juntamente com Georgiou, Burnham e Tilly (Mary Wiseman), integrou, a equipa terrestre em Qo’noS. Apesar de agora ter o estatuto de mestiço entre humano e Klingon, nunca antes se viu a extensão no personagem. Pelo menos, até à data. Este episódio mostrou o quão só Tyler realmente se encontra, uma vez que nem a Federação nem o Império o consideram útil para qualquer dos lados. É um sentimento que Burnham partilha por experiências anteriores, e é algo que volta a unir estes dois personagens. Uma “reunião” que parece ser agridoce, visto os desenvolvimentos do episódio. 

No entanto, a própria resolução do episódio pode ter ficado bem abaixo do esperado. Foi-nos prometido uma resolução satisfatória quanto a este conflito em aberto e que correspondia ao que a série já havia trazido ao público anteriormente; ainda que o método diplomático fizesse parte do ADN de Star Trek, neste caso testemunharam-se erros graves no que se toca à lógica de algumas escolhas presenteadas.

Felizmente que, com este conflito resolvido, a série começou a deixar algumas dicas sobre o que poderemos na vindoura segunda temporada. E, a julgar pela visita de uma “velha amiga”, parece que a segunda temporada irá prometer!

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Apesar de alguns erros em termos narrativos, Star Trek: Discovery conseguiu oferecer uma resolução aceitável ao conflito principal, ao mesmo tempo que deixa um resto para o que virá para a segunda temporada.

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