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Harmony, um filme sobre uma sociedade utópica

Harmony

Harmony mostra-nos uma sociedade futurista aparentemente perfeita, onde ninguém fica doente e onde ninguém morre. O lema é a vida, sendo todos os esforços feitos com o intuito de a preservar, através do uso de nanotecnologia na medicina. No entanto, 3 raparigas tentam-se suicidar, como forma de oposição a esta sociedade que sufoca as pessoas com os seus ideais extremistas. Harmony estreou em 2015, enquadrando-se no géneros de sci-fi e psychological.

Tuan Kirie, uma das raparigas que se tentou suicidar quando era mais nova acaba por trabalhar para a Organização Mundial de Saúde, estando constantemente em conflito interior consigo mesma. Esta é assombrada pelo seu passado e pelas palavras da sua amiga, Mihie Miach, que acreditava fortemente na liberdade pessoal e na necessidade de combater esta sociedade que reprimia as pessoas através da super protecção e tentativa de preservar a vida.

Gostei bastante deste filme pelos temas e pela forma que os aborda. No entanto, Tuan passa grande parte do filme em profunda introspecção, acabando às vezes por levar à perda de dinâmica no filme. A animação é muito boa e detalhada, com paisagens de tirar a respiração. Em termos de personagens, para mim a melhor personagem é Mihie Miach, que apesar de aparecer maioritariamente em memórias de Tuan, torna-se a principal personificação da revolta contra o sistema, sendo uma personagem com uma personalidade muito peculiar e misteriosa. Este filme acaba também por abordar tópicos como a importância de consciência e como esta guia a nossa vida, fazendo a importante questão de “Ser ignorante de tudo mas feliz ou ser um ser consciente mas simultaneamente miserável?” Apesar de todas as questões filosóficas serem bastante interessantes e todos os pontos de vista que são apresentados, acho que o filme se perde um pouco quando começa a entrar para algo demasiado abrangente e vago.

No geral, é um filme que aborda um conceito interessante (A defesa extrema da defesa da vida e bem estar) e que faz as perguntas certas, deixando o espectador a questionar-se no final do filme.

Leiam o Open Sesame da semana anterior aqui.

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